SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021
Sobre a toxoplasmose congênita, marque a afirmação CORRETA.
Toxoplasmose congênita: 90% dos RN são assintomáticos ao nascimento, mas podem desenvolver sequelas tardias.
A maioria dos recém-nascidos com toxoplasmose congênita não apresenta sinais ou sintomas ao nascimento, o que torna o diagnóstico precoce um desafio. No entanto, a ausência de sintomas não exclui a infecção, e esses bebês ainda correm risco de desenvolver manifestações tardias, como coriorretinite, calcificações cerebrais e hidrocefalia, exigindo tratamento prolongado e acompanhamento rigoroso.
A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. A gravidade da infecção fetal varia inversamente com a idade gestacional no momento da infecção materna, mas a taxa de transmissão é maior no terceiro trimestre. É uma condição de grande importância clínica devido ao potencial de sequelas neurológicas e oftalmológicas graves, mesmo em casos inicialmente assintomáticos. O diagnóstico materno precoce é fundamental, utilizando sorologias (IgG e IgM) e, em casos de infecção aguda, o teste de avidez de IgG para datar a infecção. A confirmação da infecção fetal pode ser feita por amniocentese. A fisiopatologia envolve a replicação do parasita em diversos tecidos, levando a inflamação e destruição celular, especialmente no sistema nervoso central e olhos. A suspeita deve ser alta em gestantes com soroconversão ou IgM positiva. O tratamento da gestante pode envolver espiramicina para reduzir a transmissão vertical ou, em caso de infecção fetal confirmada, sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. Para o recém-nascido infectado, o tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico é prolongado (geralmente por 1 ano) para prevenir ou minimizar as sequelas. O prognóstico é melhor com diagnóstico e tratamento precoces, mas o acompanhamento a longo prazo é essencial devido ao risco de manifestações tardias.
A maioria dos recém-nascidos com toxoplasmose congênita é assintomática ao nascimento (cerca de 90%). Quando presentes, os sinais podem incluir coriorretinite, calcificações intracranianas, hidrocefalia, hepatoesplenomegalia, icterícia e microcefalia.
Um teste de avidez de IgG alto realizado até 12-16 semanas de gestação indica uma infecção antiga (adquirida antes da gestação), enquanto um teste de avidez baixo sugere uma infecção recente (adquirida durante a gestação ou nos 3-4 meses anteriores).
O tratamento padrão para o recém-nascido infectado é o esquema tríplice com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, geralmente administrado por pelo menos um ano, com acompanhamento oftalmológico e neurológico rigoroso.
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