HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024
Recém-nascido, filho de mãe com sorologia para toxoplasmose IgM e IgG positiva com avidez baixa colhida no terceiro trimestre de gestação. Nasceu assintomático. Em relação à definição de caso, trata-se de toxoplasmose congênita
Toxoplasmose gestacional: IgM+ IgG+ avidez baixa no 3º trimestre em RN assintomático → caso provável de toxoplasmose congênita.
A avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Avidez baixa no terceiro trimestre, juntamente com IgM e IgG positivas, sugere uma infecção materna recente que pode ter ocorrido durante a gestação, tornando a transmissão congênita provável, mesmo que o RN esteja assintomático ao nascimento.
A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. A prevalência varia globalmente, mas é uma preocupação significativa devido às potenciais sequelas graves no desenvolvimento neurológico e ocular do recém-nascido. O diagnóstico precoce e a classificação correta do caso são cruciais para o manejo adequado e a prevenção de complicações. A fisiopatologia envolve a passagem transplacentária do parasita. O diagnóstico materno se baseia em sorologias (IgM e IgG) e, crucialmente, no teste de avidez de IgG, que ajuda a determinar o momento da infecção. Avidez baixa no terceiro trimestre, com IgM e IgG positivas, indica infecção materna recente e torna o caso de toxoplasmose congênita provável, mesmo que o recém-nascido esteja assintomático ao nascimento. O tratamento da toxoplasmose congênita, mesmo em recém-nascidos assintomáticos, é fundamental para prevenir ou minimizar as sequelas tardias. Geralmente envolve uma combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico por um período prolongado. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico e tratamento precoces, ressaltando a importância do rastreamento pré-natal e da correta interpretação dos exames sorológicos.
Um caso é provável quando há evidência de infecção materna recente (IgM e IgG positivas com avidez baixa) e o recém-nascido, mesmo assintomático, tem risco de transmissão vertical.
A avidez de IgG ajuda a datar a infecção materna. Avidez baixa sugere infecção recente (nos últimos 3-4 meses), aumentando o risco de transmissão congênita, enquanto avidez alta indica infecção antiga e menor risco.
O acompanhamento envolve exames sorológicos seriados no RN, avaliação oftalmológica e neurológica, além de tratamento específico com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, mesmo em casos assintomáticos.
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