PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
A infecção congênita mais relacionada à retinocoroidite e à hiperproteinoraquia é:
Coriorretinite + alterações liquóricas (hiperproteinorraquia) em recém-nascido = pensar em Toxoplasmose Congênita.
A toxoplasmose congênita é a principal causa infecciosa de coriorretinite em recém-nascidos. A combinação de achados oculares (coriorretinite) e neurológicos (como hidrocefalia, calcificações e alterações no LCR, incluindo hiperproteinorraquia) é altamente sugestiva desta infecção.
As infecções congênitas, agrupadas no acrônimo TORCH (Toxoplasmose, Outros, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes), são causas importantes de morbimortalidade neonatal. A toxoplasmose congênita, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, ocorre pela transmissão transplacentária durante a primoinfecção materna na gestação. O quadro clínico é variável, desde formas assintomáticas até doença grave e disseminada. A manifestação mais frequente e característica é a coriorretinite, uma lesão ocular que pode levar à cegueira. O acometimento do sistema nervoso central é comum, resultando na clássica Tríade de Sabin (coriorretinite, calcificações intracranianas difusas, hidrocefalia). A análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) frequentemente revela pleocitose e hiperproteinorraquia, refletindo a neuroinflamação. O diagnóstico precoce e o tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico são essenciais para reduzir a gravidade das sequelas. A suspeita deve ser alta em qualquer recém-nascido com achados oculares ou neurológicos inexplicados, e a investigação sorológica materna e neonatal é mandatória.
A Tríade de Sabin clássica descreve a combinação de coriorretinite, calcificações intracranianas difusas e hidrocefalia. Embora nem sempre completa, a coriorretinite é o achado mais comum e característico da doença.
O diagnóstico é confirmado pela detecção de anticorpos IgM ou IgA específicos no soro do recém-nascido no primeiro semestre de vida, ou pela persistência de IgG após 12 meses. A análise do LCR e exames de imagem (neuroimagem, fundo de olho) são cruciais.
A diferenciação é feita pela combinação de achados. Coriorretinite é forte para toxoplasmose. Calcificações periventriculares e surdez para CMV. Catarata, cardiopatia e surdez para rubéola. Lesões cutâneo-mucosas e ósseas para sífilis. A sorologia específica confirma o diagnóstico.
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