HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Recém-nascido, sexo masculino, nascido de parto vaginal a termo, apresentou Apgar 7 (1’) e 9 (5’), peso de 3.520 g e exame físico normal. Os dados no cartão de pré-natal evidenciam presença de anticorpos IgM e IgG com 80% de avidez contra o T. gondii, realizados na primeira consulta com 7 semanas. Em relação à toxoplasmose, entre as seguintes condutas iniciais, a melhor para este recém-nascido é
Mãe com IgG alta avidez e IgM positivo no início da gestação → infecção antiga, baixo risco de toxoplasmose congênita, sem investigação adicional no RN assintomático.
A presença de IgM e IgG com alta avidez para T. gondii no início da gestação indica uma infecção materna preexistente (anterior à gestação), o que confere baixo risco de transmissão congênita. Nesses casos, se o recém-nascido for assintomático e com exame físico normal, não são necessárias maiores investigações para toxoplasmose congênita.
A toxoplasmose congênita é uma infecção que pode causar sequelas graves no recém-nascido, mas sua prevenção e manejo dependem de uma interpretação precisa dos exames sorológicos maternos. A avaliação do risco de transmissão vertical é um ponto crítico na prática obstétrica e pediátrica, exigindo conhecimento aprofundado. No caso apresentado, a mãe teve IgM e IgG com 80% de avidez contra o T. gondii na primeira consulta (7 semanas de gestação). Uma avidez de IgG acima de 60% é considerada alta, indicando que a infecção materna é antiga, ou seja, ocorreu antes ou muito no início da gestação. Isso significa que o risco de transmissão fetal é extremamente baixo, pois a infecção já estava estabelecida e a fase de parasitemia aguda, com maior risco de transmissão, já havia passado. Para um recém-nascido a termo, com Apgar normal, peso adequado e exame físico normal, a presença de alta avidez de IgG materna no início da gestação é um forte indicativo de que não há necessidade de investigação adicional para toxoplasmose congênita. A conduta mais apropriada é não realizar maiores investigações, evitando exames invasivos, tratamentos desnecessários e ansiedade para a família.
Alta avidez de IgG para Toxoplasma indica que a infecção materna é antiga (geralmente há mais de 3-4 meses), ou seja, ocorreu antes da gestação ou no início dela. Isso significa um risco muito baixo de transmissão congênita, pois a fase de parasitemia já passou.
A investigação é necessária se a mãe teve infecção primária durante a gestação (baixa avidez de IgG ou soroconversão), se o RN apresenta sinais ou sintomas sugestivos de toxoplasmose congênita, ou se há dúvidas sobre o status da infecção materna.
A tétrade clássica inclui coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas e convulsões. Outros achados podem ser hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, microcefalia e restrição de crescimento intrauterino.
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