SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
A toxoplasmose é uma zoonose de distribuição universal, frequente no ser humano, causada pelo T. gondii, um parasita intracelular. O risco de transmissão maternofetal é em torno de 40%, aumentando com o avanço da gestação. De acordo com os conhecimentos relacionados à toxoplasmose, assinale a alternativa correta.
Toxoplasmose congênita: assintomáticos ao nascer podem desenvolver sequelas tardias se não tratados.
A toxoplasmose congênita é frequentemente assintomática ao nascimento, mas a ausência de tratamento adequado leva ao desenvolvimento de sequelas neurológicas e oftalmológicas graves na infância ou vida adulta, como coriorretinite, calcificações intracranianas e hidrocefalia.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto. É uma das infecções congênitas mais importantes devido ao seu potencial de causar sequelas graves e permanentes, afetando principalmente o sistema nervoso central e os olhos. A prevalência varia globalmente, sendo um desafio de saúde pública em muitas regiões. Embora a transmissão maternofetal aumente com o avanço da gestação, a gravidade da doença fetal é inversamente proporcional ao período gestacional da infecção. A maioria dos recém-nascidos infectados é assintomática ao nascimento, o que dificulta o diagnóstico precoce sem triagem adequada. O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos específicos no sangue do recém-nascido ou por PCR. O tratamento precoce e prolongado, geralmente com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, é fundamental para prevenir ou minimizar as sequelas. Mesmo crianças assintomáticas devem ser tratadas, pois o risco de desenvolver manifestações tardias, como coriorretinite, calcificações cerebrais e hidrocefalia, é elevado sem intervenção. O acompanhamento oftalmológico e neurológico é essencial.
A maioria dos recém-nascidos com toxoplasmose congênita é assintomática ao nascimento. Quando presentes, os sintomas podem incluir coriorretinite, hidrocefalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia, icterícia e trombocitopenia.
O tratamento é crucial porque, mesmo assintomáticos, esses bebês têm alto risco de desenvolver sequelas neurológicas e oftalmológicas graves e irreversíveis, como coriorretinite, perda auditiva e atraso no desenvolvimento, que podem surgir anos após o nascimento.
O risco de transmissão maternofetal é de aproximadamente 40%, mas varia com o trimestre da gestação. É menor no primeiro trimestre (cerca de 15%) mas com maior gravidade da doença fetal, e maior no terceiro trimestre (cerca de 60-80%) mas com menor gravidade ou infecção subclínica.
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