CHN - Complexo Hospitalar de Niterói (RJ) — Prova 2021
Recém-nascido apresenta hidrocefalia, calcificações cerebrais, coriorretinite, hepatoesplenomegalia, icterícia e anemia.Qual é o diagnóstico MAIS PROVÁVEL?
RN com hidrocefalia + calcificações cerebrais + coriorretinite = Tríade clássica da Toxoplasmose Congênita.
A tríade clássica de Sabin (hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite) é altamente sugestiva de toxoplasmose congênita. Outros achados como hepatoesplenomegalia, icterícia e anemia reforçam o diagnóstico, sendo fundamental a diferenciação de outras infecções TORCH.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. É uma das infecções congênitas mais importantes devido ao seu potencial de causar sequelas neurológicas e oftalmológicas graves e permanentes. A incidência varia globalmente, sendo maior em regiões com alta prevalência da infecção materna. A apresentação clínica é variável, mas a tríade clássica de Sabin – hidrocefalia, calcificações intracranianas difusas e coriorretinite – é altamente sugestiva. Outros achados comuns incluem hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, microcefalia, convulsões e retardo do desenvolvimento. O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar o tratamento e minimizar as sequelas. A fisiopatologia envolve a invasão do parasita nos tecidos fetais, causando inflamação e destruição celular, especialmente no sistema nervoso central e olhos. O tratamento da toxoplasmose congênita envolve uma combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, que deve ser iniciada o mais rápido possível após o diagnóstico e mantida por um longo período. O prognóstico depende da gravidade da doença ao nascimento e da prontidão do tratamento. É essencial que residentes saibam reconhecer os sinais e sintomas para um diagnóstico e manejo adequados, visando melhorar o desfecho desses pacientes.
Os principais sinais incluem a tríade clássica de Sabin (hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite), além de hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, microcefalia ou macrocefalia, convulsões e retardo do desenvolvimento neuropsicomotor.
A transmissão ocorre verticalmente, da mãe para o feto, principalmente quando a infecção materna é adquirida durante a gestação. A prevenção envolve evitar o consumo de carne crua ou malpassada, contato com fezes de gatos e lavar bem frutas e vegetais.
O diagnóstico diferencial inclui outras infecções congênitas do grupo TORCH, como infecção por Citomegalovírus (que também causa calcificações, mas geralmente periventriculares), Rubéola (catarata, cardiopatia) e Sífilis congênita, além de outras causas de hidrocefalia e calcificações.
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