Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2020
Em relação à toxoplasmose na gestação, assinale a alternativa incorreta.
Toxoplasmose gestacional: Avidez IgG para IgM+IgG+ (não IgM+IgG-) para datar infecção.
O teste de avidez de IgG é crucial quando IgM e IgG são positivos, especialmente no início da gestação, para diferenciar infecção recente (baixa avidez) de infecção antiga (alta avidez), o que impacta diretamente a conduta e o risco fetal. Não é indicado para IgM positivo e IgG negativo.
A toxoplasmose na gestação é uma preocupação significativa devido ao risco de transmissão vertical e às graves sequelas que a infecção congênita pode causar no feto, como hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. O diagnóstico precoce da infecção materna e a datação da aquisição são cruciais para o manejo adequado e a minimização dos riscos fetais. A interpretação dos exames sorológicos (IgM e IgG) é o pilar do diagnóstico. Anticorpos IgM geralmente indicam infecção recente, enquanto IgG indica infecção passada ou crônica. No entanto, IgM pode persistir por meses ou anos, e IgG pode demorar a aparecer. Nesses casos, o teste de avidez de IgG é uma ferramenta valiosa. Ele é realizado quando há IgM positivo e IgG positivo, e sua função é determinar se a infecção por Toxoplasma gondii é recente (baixa avidez, adquirida nos últimos 3-4 meses) ou antiga (alta avidez, adquirida há mais de 4 meses). A conduta terapêutica e a investigação fetal (como amniocentese para PCR) dependem da datação da infecção materna. Se a infecção for recente e ocorrer durante a gestação, o tratamento materno com espiramicina pode reduzir o risco de transmissão. Se a infecção fetal for confirmada, o tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico é instituído. O conhecimento aprofundado desses aspectos é fundamental para a prática obstétrica e pediátrica, garantindo o melhor desfecho para mãe e bebê.
A transmissão fetal da toxoplasmose aumenta progressivamente com a idade gestacional, sendo menor no primeiro trimestre (cerca de 15%) e maior no terceiro trimestre (até 60%), embora a gravidade da doença fetal seja inversamente proporcional à idade gestacional.
O teste de avidez de IgG é fundamental para diferenciar infecções recentes (baixa avidez) de infecções antigas (alta avidez) quando tanto IgM quanto IgG são positivos. Isso ajuda a determinar se a infecção ocorreu antes ou durante a gestação, impactando a necessidade de tratamento e investigação fetal.
Confirmada a infecção fetal por PCR no líquido amniótico, o tratamento padrão inclui sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico, visando reduzir a carga parasitária e prevenir sequelas neurológicas e oculares.
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