UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
A tríade clássica por alterações dos neonatos clinicamente alterados pela infecção fetal da toxoplasmose é:
Tríade clássica toxoplasmose congênita = coriorretinite + calcificações intracranianas + hidrocefalia.
A tríade clássica da toxoplasmose congênita é um conjunto de achados que, quando presentes, são altamente sugestivos da infecção fetal. A coriorretinite pode levar à cegueira, as calcificações intracranianas indicam lesão cerebral e a hidrocefalia reflete obstrução do fluxo liquórico, todos com impacto neurológico grave.
A toxoplasmose congênita é uma infecção parasitária causada pelo Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gravidez. É uma das infecções do complexo TORCH e, apesar de muitas vezes assintomática ao nascimento, pode causar sequelas neurológicas e oftalmológicas graves e permanentes. A prevalência varia globalmente, sendo um problema de saúde pública em muitas regiões. A fisiopatologia envolve a invasão do parasita nos tecidos fetais, especialmente no cérebro e olhos, causando inflamação, necrose e formação de cistos. A tríade clássica, composta por coriorretinite, calcificações intracranianas e hidrocefalia, é um conjunto de achados que indica uma infecção fetal grave e disseminada. O diagnóstico é feito pela detecção de anticorpos específicos no neonato, PCR no líquido amniótico ou sangue, e achados ultrassonográficos ou de neuroimagem. A suspeita deve surgir em gestantes com soroconversão ou em neonatos com manifestações clínicas sugestivas. O tratamento da toxoplasmose congênita é prolongado e visa reduzir a carga parasitária e minimizar as sequelas. Geralmente envolve uma combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O prognóstico depende da gravidade da infecção ao nascimento e da prontidão do tratamento, mas mesmo com tratamento, sequelas podem ocorrer. É crucial que residentes e estudantes reconheçam a tríade clássica para um diagnóstico e manejo precoces, melhorando o desfecho para o neonato.
Os principais sinais da toxoplasmose congênita no neonato incluem a tríade clássica de coriorretinite, calcificações intracranianas e hidrocefalia, além de outras manifestações como microcefalia, convulsões, icterícia, hepatoesplenomegalia e anemia.
A coriorretinite é a manifestação ocular mais comum e grave da toxoplasmose congênita, podendo levar a perda visual significativa ou cegueira se não tratada. É um marcador importante da infecção e requer acompanhamento oftalmológico rigoroso.
A toxoplasmose congênita causa inflamação e necrose no cérebro, resultando em calcificações intracranianas (visíveis em exames de imagem), hidrocefalia (devido à obstrução do fluxo liquórico) e, em alguns casos, microcefalia. Essas lesões podem levar a retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, convulsões e outras sequelas neurológicas.
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