HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2020
Sobre a toxoplasmose congênita, marque a alternativa verdadeira:I - Quando é evidenciado corioretinite é feito tratamento com corticóide por 2 semanas. II - No líquor é evidenciado aumento de celularidade e diminuição de proteínas. III - A IgM não é marcador de doença aguda. IV - O tratamento é feito com pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
Toxoplasmose congênita: corioretinite trata com corticoide; IgM não é marcador agudo no RN; tratamento é pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico.
Na toxoplasmose congênita, a corioretinite ativa é tratada com corticoides por cerca de duas semanas, em conjunto com o tratamento antiparasitário. A IgM no recém-nascido, embora importante, não é um marcador exclusivo de doença aguda, podendo persistir. O tratamento padrão envolve a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico para reduzir os efeitos adversos da pirimetamina.
A toxoplasmose congênita é uma infecção causada pelo parasita Toxoplasma gondii, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. A gravidade da doença no feto varia com a idade gestacional no momento da infecção materna, sendo mais grave no primeiro trimestre. É uma causa importante de morbidade e mortalidade neonatal, com manifestações que podem incluir hidrocefalia, calcificações intracranianas e corioretinite. A prevalência varia globalmente, mas é um problema de saúde pública em muitas regiões. O diagnóstico da toxoplasmose congênita é complexo e envolve a detecção de anticorpos específicos (IgM, IgA, IgG) no recém-nascido, exames de imagem cerebral e avaliação do líquor. A IgM no recém-nascido indica infecção, mas pode persistir por meses e não é um marcador exclusivo de doença aguda. O líquor tipicamente mostra aumento de celularidade e proteínas devido à inflamação. A corioretinite é uma manifestação ocular comum e pode levar à cegueira se não tratada. O tratamento da toxoplasmose congênita é prolongado e visa reduzir a carga parasitária e a inflamação. O esquema padrão inclui pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico (para prevenir a mielossupressão). Corticoides são adicionados quando há corioretinite ativa ou inflamação do SNC. O monitoramento regular é essencial para ajustar a terapia e manejar as complicações.
O tratamento padrão para toxoplasmose congênita é a combinação de pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O ácido folínico é administrado para prevenir a mielossupressão causada pela pirimetamina.
Corticoides, como a prednisona, são utilizados na toxoplasmose congênita quando há evidência de corioretinite ativa ou inflamação do sistema nervoso central. Eles ajudam a reduzir a resposta inflamatória e a prevenir danos teciduais.
No líquor de pacientes com toxoplasmose congênita, é comum encontrar aumento de celularidade (pleocitose linfocítica) e aumento de proteínas, devido à inflamação meningoencefálica. A diminuição de proteínas, como mencionado na alternativa, não é o esperado.
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