PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Primigesta na 11ª semana retorna à consulta de rotina de pré-natal com os seguintes exames para toxoplamose: Toxoplasmose IgG; Reagente; IgM; Reagente. Foi solicitado teste de avidez de IgG específico para toxoplasmose, que teve como resultado baixa avidez. O relato corresponde:
Toxoplasmose: IgG+, IgM+, baixa avidez IgG em gestante → infecção aguda recente.
Em gestantes, a combinação de IgG e IgM reagentes com baixa avidez de IgG é um forte indicativo de infecção aguda por Toxoplasma gondii, geralmente adquirida nos últimos 3-4 meses. Isso é crucial para determinar o risco de transmissão fetal e iniciar o tratamento adequado.
A toxoplasmose na gravidez representa um desafio diagnóstico e terapêutico devido ao risco de transmissão vertical e suas consequências para o feto. A infecção aguda materna, especialmente no primeiro e segundo trimestres, pode levar à toxoplasmose congênita, com manifestações que variam de assintomáticas a graves, incluindo hidrocefalia, calcificações intracranianas e coriorretinite. A incidência varia conforme a região e os hábitos alimentares. O diagnóstico da infecção aguda materna baseia-se na sorologia. A presença de IgG e IgM reagentes pode indicar tanto uma infecção recente quanto uma infecção antiga com persistência de IgM. Nesses casos, o teste de avidez de IgG é fundamental: baixa avidez indica infecção adquirida há menos de 3-4 meses, enquanto alta avidez sugere infecção crônica. A fisiopatologia envolve a ingestão de cistos do parasita, que se disseminam e podem atravessar a barreira placentária. A conduta após o diagnóstico de infecção aguda inclui o tratamento imediato com espiramicina para reduzir a transmissão vertical. Se houver comprovação de infecção fetal (por PCR no líquido amniótico ou sinais ultrassonográficos), o tratamento é alterado para pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico. O acompanhamento ultrassonográfico é essencial para monitorar o desenvolvimento fetal e identificar possíveis sinais de infecção congênita.
O teste de avidez de IgG é crucial para datar a infecção. Baixa avidez sugere infecção recente (últimos 3-4 meses), enquanto alta avidez indica infecção crônica (mais de 4 meses), ajudando a determinar o risco de transmissão fetal.
Essa combinação indica uma infecção aguda ou recente por Toxoplasma gondii, geralmente adquirida nos últimos 3-4 meses, o que eleva o risco de transmissão vertical para o feto.
Após a confirmação de infecção aguda, deve-se iniciar o tratamento com espiramicina para reduzir o risco de transmissão fetal e realizar exames complementares como ultrassonografia fetal e, se indicado, amniocentese para PCR.
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