HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Adolescente, sexo masculino, 16 anos, é levado à emergência por amigos, após ter consumido uma substância psicoativa não identificada em uma festa. Exame físico: pupilas midriáticas, agitação psicomotora, taquicardia (FC:120 bpm), hipertensão (PA: 144 X 94 mmHg), temperatura axilar: 39º C e sudorese. A substância e o respectivo princípio ativo responsável por este evento são:
Midríase, taquicardia, hipertensão, hipertermia, agitação → Toxíndrome simpaticomimética (MDMA/Ecstasy).
O quadro clínico de midríase, taquicardia, hipertensão, agitação psicomotora e hipertermia é clássico da toxíndrome simpaticomimética, frequentemente causada por estimulantes como o MDMA (Ecstasy), que libera neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina.
A intoxicação por substâncias psicoativas é uma emergência comum em adolescentes e adultos jovens, e o MDMA (3,4-metilenodioximetanfetamina), popularmente conhecido como Ecstasy, é uma das drogas sintéticas mais frequentemente envolvidas. Ele pertence à classe das anfetaminas e fenetilaminas, sendo um potente estimulante do sistema nervoso central com propriedades entactógenas e alucinógenas leves. O MDMA age principalmente liberando e inibindo a recaptação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, levando a uma toxíndrome simpaticomimética. Clinicamente, isso se manifesta com midríase, taquicardia, hipertensão, hipertermia, agitação psicomotora, sudorese e, em casos mais graves, convulsões, arritmias e rabdomiólise. A hipertermia é uma complicação particularmente perigosa, podendo levar a falência de múltiplos órgãos. O manejo da intoxicação por MDMA é primariamente de suporte. Inclui estabilização das vias aéreas, respiração e circulação (ABC), controle da agitação com benzodiazepínicos (como midazolam ou lorazepam), resfriamento ativo para hipertermia (compressas frias, fluidos IV gelados) e monitorização contínua dos sinais vitais. Não há antídoto específico, e o tratamento visa controlar os sintomas e prevenir complicações.
Os principais sinais e sintomas incluem midríase, taquicardia, hipertensão, hipertermia, agitação psicomotora, sudorese, bruxismo, náuseas e, em casos graves, convulsões, arritmias e rabdomiólise.
O MDMA atua principalmente aumentando a liberação de serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, além de inibir sua recaptação, resultando em um excesso de estimulação simpática e efeitos psicodélicos.
A conduta inicial envolve suporte vital, controle da agitação (benzodiazepínicos), resfriamento rápido em caso de hipertermia, hidratação venosa e monitorização cardíaca e neurológica.
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