CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Qual das complicações abaixo é mais frequente após injeção de toxina botulínica no músculo reto medial?
Botox no reto medial → difusão para o levantador da pálpebra → blefaroptose transitória.
A blefaroptose é a complicação mais comum da aplicação de toxina botulínica para estrabismo devido à proximidade anatômica e difusão do fármaco para o músculo levantador.
O uso de toxina botulínica (quimiodenervação) é uma ferramenta valiosa no arsenal do estrabólogo, especialmente em casos de esotropia congênita de pequeno ângulo, paralisias agudas do VI par ou como teste pré-operatório. A técnica envolve a injeção do fármaco diretamente no ventre muscular. Apesar de segura, a difusão da toxina para músculos adjacentes é o principal desafio. A blefaroptose, embora benigna e transitória, pode causar insatisfação ao paciente ou até ambliopia em crianças pequenas se for total e prolongada, exigindo monitoramento rigoroso.
A ptose ocorre por causa da difusão local da toxina botulínica do sítio de injeção (músculo reto medial) para o músculo levantador da pálpebra superior, que está localizado superiormente no compartimento orbital.
Não, a ptose é temporária e autolimitada. Ela desaparece gradualmente à medida que o efeito da toxina diminui, geralmente durando de algumas semanas a poucos meses.
Além da ptose, podem ocorrer desvios verticais (por difusão para os retos superiores ou inferiores), hemorragia subconjuntival, midríase transitória e, raramente, perfuração ocular ou hemorragia retrobulbar.
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