Toxina Botulínica em Blefaroespasmo e Paralisia Facial

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

Escolha a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Podem ser considerados efeitos colaterais da aplicação da toxina botulínica periocular: blefaroptose aponeurótica, entrópio espástico e estrabismo restritivo.
  2. B) Diferentemente do blefaroespasmo essencial, o tratamento com drogas miorrelaxantes orais apresenta boa resposta para o espasmo hemifacial.
  3. C) A aplicação de toxina botulínica tipo B é o tratamento mais realizado para blefaroespasmo essencial.
  4. D) A aplicação adjuvante de toxina botulínica em caso de paralisia facial periférica é realizada no lado não acometido.

Pérola Clínica

Paralisia facial periférica → Toxina botulínica no lado SÃO (contralateral) para simetria.

Resumo-Chave

Na paralisia facial periférica, a toxina botulínica é aplicada no lado não acometido para reduzir a hiperatividade compensatória e melhorar a simetria facial.

Contexto Educacional

A toxina botulínica revolucionou o tratamento de distonias faciais. Ela atua bloqueando a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular. No blefaroespasmo essencial, o tratamento visa interromper o ciclo de espasmos involuntários do músculo orbicular. Na paralisia facial, o uso adjuvante busca a 'quimodervação' do lado contralateral, tratando a hipercinesia dos músculos zigomáticos e do depressor do ângulo da boca. A precisão anatômica na aplicação é vital para evitar complicações como a ptose palpebral ou desvios do sorriso.

Perguntas Frequentes

Como a toxina botulínica ajuda na paralisia facial periférica?

Na paralisia facial periférica crônica, o lado não afetado (saudável) frequentemente desenvolve uma hiperatividade muscular compensatória, resultando em desvio da face e assimetria acentuada, especialmente durante o sorriso ou fala. A aplicação de toxina botulínica no lado não acometido visa enfraquecer seletivamente esses músculos hipercinéticos, promovendo uma aparência mais equilibrada e simétrica em repouso e durante a mímica facial.

Qual a diferença de tratamento entre blefaroespasmo e espasmo hemifacial?

O blefaroespasmo essencial é uma distonia focal bilateral, enquanto o espasmo hemifacial é geralmente causado por compressão vascular do nervo facial e é unilateral. Para ambos, a toxina botulínica tipo A é o tratamento de primeira linha. Drogas miorrelaxantes orais ou anticonvulsivantes costumam ter resposta pobre e muitos efeitos colaterais, sendo raramente eficazes como monoterapia para essas condições.

Quais os efeitos colaterais da toxina botulínica periocular?

Os efeitos colaterais comuns incluem blefaroptose (por difusão da toxina para o músculo levantador da pálpebra superior), lagoftalmo, olho seco (por redução do bombeamento lacrimal e da frequência do piscar) e, ocasionalmente, diplopia (por atingir os músculos extraoculares). A ptose induzida pela toxina é geralmente miogênica/neurogênica temporária, e não aponeurótica.

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