HOC - Hospital de Olhos de Conquista (BA) — Prova 2015
O sulfato de magnésio, utilizado no tratamento da eclâmpsia, quando em dose excessiva, pode ocasionar:
Toxicidade MgSO4: reflexos ↓, depressão respiratória → parada, oligúria. Antídoto: Gluconato de Cálcio.
O sulfato de magnésio é o tratamento de escolha para a profilaxia e tratamento da eclâmpsia, mas sua dose excessiva pode levar à toxicidade. Os sinais de toxicidade incluem a perda dos reflexos patelares, depressão respiratória e, em casos graves, parada respiratória. A monitorização clínica e laboratorial é essencial durante seu uso.
O sulfato de magnésio é um pilar fundamental no tratamento e profilaxia das convulsões na eclâmpsia e pré-eclâmpsia grave, devido ao seu efeito anticonvulsivante e vasodilatador. Sua eficácia é bem estabelecida, mas seu uso exige cautela devido ao risco de toxicidade, especialmente em doses elevadas ou em pacientes com comprometimento da função renal, que é a principal via de excreção do magnésio. A fisiopatologia da toxicidade do magnésio envolve a depressão do sistema nervoso central e do sistema neuromuscular. Os sinais clínicos de toxicidade progridem com o aumento dos níveis séricos de magnésio. Inicialmente, observa-se a perda dos reflexos patelares (níveis séricos de magnésio entre 8-12 mEq/L). Com níveis mais elevados (12-15 mEq/L), ocorre depressão respiratória, que pode evoluir para parada respiratória. Níveis acima de 15 mEq/L podem levar a parada cardíaca. A oligúria também é um sinal de alerta, pois indica comprometimento renal e potencial acúmulo do fármaco. Para o residente, é imperativo conhecer os sinais de toxicidade e o manejo adequado. A monitorização contínua da frequência respiratória, dos reflexos patelares e do débito urinário é essencial. Em caso de suspeita de toxicidade, a infusão de magnésio deve ser interrompida imediatamente e o antídoto, gluconato de cálcio a 10% intravenoso, deve ser administrado. A prevenção da toxicidade é a melhor abordagem, através da titulação cuidadosa da dose e da vigilância clínica constante.
Os principais sinais de toxicidade incluem a perda dos reflexos patelares (primeiro sinal), depressão respiratória (frequência respiratória < 12 irpm), sonolência, fraqueza muscular e, em casos mais graves, parada respiratória e parada cardíaca. A oligúria também pode indicar toxicidade.
O antídoto específico para a toxicidade por sulfato de magnésio é o gluconato de cálcio a 10%, administrado por via intravenosa lenta. O cálcio antagoniza os efeitos neuromusculares do magnésio, revertendo a depressão respiratória e a perda dos reflexos.
A toxicidade pode ser prevenida pela administração da dose correta, monitorização rigorosa da paciente (frequência respiratória, reflexos patelares, débito urinário) e dos níveis séricos de magnésio, especialmente em pacientes com disfunção renal. A redução da dose em caso de insuficiência renal é crucial.
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