ENARE/ENAMED — Prova 2022
Sobre as picadas de abelhas, assinale a alternativa correta.
Acidentes por enxame de abelhas → quadro tóxico sistêmico grave: hemólise, rabdomiólise, IRA, alterações neurológicas.
Múltiplas picadas de abelhas (acidente por enxame) podem levar a um quadro de envenenamento sistêmico, não apenas reações alérgicas. O veneno em grande quantidade é nefrotóxico, neurotóxico e miotóxico, podendo causar hemólise intravascular, rabdomiólise e insuficiência renal aguda, exigindo manejo intensivo.
As picadas de abelhas são eventos comuns, mas sua gravidade pode variar amplamente, desde reações locais leves até quadros de anafilaxia ou toxicidade sistêmica grave. A maioria das pessoas experimenta apenas dor, eritema e edema no local da picada. No entanto, indivíduos sensibilizados podem desenvolver reações alérgicas mediadas por IgE, que variam de grandes reações locais a reações sistêmicas como urticária generalizada, angioedema, broncoespasmo, hipotensão e, em casos graves, anafilaxia. A principal preocupação em acidentes com enxames de abelhas é a toxicidade sistêmica. Quando um grande número de abelhas pica, a quantidade de veneno inoculada pode ser massiva, levando a um quadro de envenenamento direto, independentemente da sensibilização alérgica do indivíduo. O veneno de abelha contém uma mistura complexa de peptídeos e enzimas, como melitina, fosfolipase A2 e hialuronidase, que são citotóxicas, hemolíticas, nefrotóxicas e neurotóxicas. As manifestações de toxicidade sistêmica incluem hemólise intravascular, rabdomiólise (com risco de insuficiência renal aguda devido à mioglobinúria), alterações neurológicas (convulsões, coma), disfunção hepática e coagulopatias. O tratamento nesses casos é de suporte intensivo, incluindo hidratação vigorosa para prevenir a insuficiência renal, monitorização de eletrólitos e função renal, e tratamento de complicações específicas. A remoção dos ferrões deve ser feita raspando-os, e não pinçando, para evitar a liberação adicional de veneno.
A toxicidade sistêmica pode incluir hemólise intravascular, rabdomiólise (com elevação de CPK e mioglobinúria), insuficiência renal aguda, alterações neurológicas (convulsões, coma) e disfunção hepática, devido à grande quantidade de veneno absorvida.
Os ferrões devem ser removidos rapidamente, raspando-os com um cartão ou a unha, e não pinçando-os. Pinçar o ferrão pode espremer o saco de veneno, liberando mais toxinas na pele.
A reação alérgica é uma resposta imunológica mediada por IgE a um ou poucos ferrões, podendo variar de urticária localizada a anafilaxia sistêmica. A toxicidade ocorre por grande quantidade de veneno (múltiplas picadas), causando danos diretos aos tecidos e órgãos, independentemente da sensibilização alérgica.
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