CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
São sinais e sintomas da primeira fase da intoxicação pela lidocaína:
Intoxicação lidocaína fase 1 → Zumbido, gosto metálico, parestesia perioral, tontura.
A intoxicação por lidocaína manifesta-se inicialmente com sintomas neurológicos leves, como zumbido, gosto metálico e parestesia perioral, devido à sua ação nos canais de sódio do sistema nervoso central. Esses sinais são importantes alertas para interromper a administração e evitar progressão para convulsões e toxicidade cardiovascular.
A lidocaína é um anestésico local amplamente utilizado em diversos procedimentos médicos e odontológicos. No entanto, a administração excessiva ou a injeção intravascular acidental podem levar à toxicidade sistêmica, um evento potencialmente grave. A intoxicação por lidocaína ocorre devido à sua ação bloqueadora dos canais de sódio, afetando principalmente o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular. A primeira fase da intoxicação por lidocaína é caracterizada por sintomas neurológicos leves, que servem como um importante sinal de alerta. Estes incluem zumbido, gosto metálico na boca, parestesia perioral (dormência ou formigamento ao redor da boca), tontura e, por vezes, disartria. Esses sintomas surgem devido à ação da lidocaína nos neurônios do SNC, que são mais sensíveis a concentrações plasmáticas elevadas do fármaco. É crucial reconhecer prontamente esses sinais iniciais para interromper a administração do anestésico e instituir medidas de suporte. A progressão da toxicidade pode levar a sintomas mais graves, como agitação, tremores, convulsões generalizadas e, em estágios avançados, depressão do SNC, coma, depressão respiratória e colapso cardiovascular. O manejo inclui suporte ventilatório, controle de convulsões e, em casos de toxicidade cardiovascular refratária, a administração de emulsão lipídica intravenosa. A prevenção, através da técnica correta e monitorização, é a melhor abordagem.
Após os sintomas iniciais, a toxicidade pode progredir para agitação, tremores, disartria, convulsões e, em casos graves, depressão do sistema nervoso central, coma, depressão respiratória e parada cardíaca.
A prevenção inclui o uso da menor dose eficaz, aspiração antes da injeção para evitar injeção intravascular, injeção lenta, monitorização do paciente e conhecimento dos limites de dose para cada anestésico.
O tratamento envolve a interrupção imediata da administração, suporte ventilatório, controle de convulsões (benzodiazepínicos) e, em casos de toxicidade cardiovascular, a administração de emulsão lipídica intravenosa (Intralipid) para 'sequestrar' o anestésico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo