CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
Sobre a toxicidade tecidual associada ao uso dos derivados da cloroquina, é correto afirmar que:
Cloroquina/Hidroxicloroquina → Afinidade pela melanina (EPR/Coroide) + Eliminação lenta.
Os derivados da cloroquina ligam-se à melanina no EPR, causando toxicidade cumulativa. A interrupção precoce é vital, pois o dano pode progredir mesmo após parar a droga.
A toxicidade por antimaláricos é uma complicação grave em pacientes com doenças reumatológicas. A cloroquina apresenta maior risco de toxicidade do que a hidroxicloroquina devido ao seu perfil farmacocinético. Essas drogas se ligam fortemente à melanina presente no epitélio pigmentar da retina (EPR) e na coroide, permanecendo no organismo por anos após a última dose. O dano clássico é a maculopatia em 'olho de boi', caracterizada por um anel de despigmentação macular, que representa perda irreversível de fotorreceptores.
O fator de risco mais importante é a dose diária em relação ao peso real do paciente (dose > 5mg/kg para hidroxicloroquina) e a duração do tratamento superior a 5 anos. Doença renal concomitante também aumenta o risco por reduzir a depuração.
A córnea verticilata consiste em depósitos epiteliais amarelados em padrão de redemoinho. Diferente da maculopatia, ela é benigna, geralmente não afeta a visão e é reversível com a interrupção da droga, não sendo indicação absoluta de suspensão do tratamento.
O rastreio moderno utiliza o campo visual 10-2 (ou 24-2/30-2 em pacientes asiáticos) e a Tomografia de Coerência Óptica de Domínio Espectral (SD-OCT). O objetivo é detectar alterações pré-clínicas antes do surgimento da maculopatia em alvo visível à fundoscopia.
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