Unimontes/HUCF - Hospital Universitário Clemente Faria - Montes Claros (MG) — Prova 2017
Os inseticidas piretroides foram introduzidos no mercado na década de 70 e têm sido muito utilizados nas áreas de saúde e agricultura. Com relação a estes pesticidas, é CORRETO afirmar que:
Intoxicação aguda grave por piretroides em mamíferos é rara devido à sua baixa toxicidade e rápida metabolização.
Piretroides são inseticidas com neurotoxicidade seletiva para insetos. Em mamíferos, sua toxicidade é limitada pela rápida metabolização hepática, tornando as intoxicações agudas graves incomuns, embora a exposição possa causar sintomas leves.
Os piretroides são uma classe de inseticidas sintéticos, análogos dos piretros naturais, amplamente utilizados na agricultura e saúde pública desde a década de 1970. Sua importância clínica reside na sua eficácia contra uma vasta gama de insetos vetores e pragas, mas também na necessidade de compreender seus perfis toxicológicos para garantir a segurança de trabalhadores e da população geral. A fisiopatologia da ação dos piretroides envolve a interferência nos canais de sódio dos neurônios, prolongando a despolarização e causando hiperexcitabilidade, paralisia e morte dos insetos. Em mamíferos, a toxicidade é significativamente menor devido à rápida metabolização hepática e à menor sensibilidade dos canais de sódio. O diagnóstico de intoxicação aguda é clínico, baseado na história de exposição e nos sintomas, que geralmente são leves. O tratamento da intoxicação por piretroides é principalmente de suporte, com descontaminação e manejo sintomático. Intoxicações agudas graves são raras, mas podem ocorrer em exposições maciças. É fundamental a educação sobre o uso seguro desses produtos e a importância dos equipamentos de proteção individual para profissionais que lidam com eles.
A intoxicação leve por piretroides pode causar sintomas como parestesia (sensação de formigamento ou queimação) na pele, irritação ocular, náuseas, vômitos e tontura.
Os piretroides são menos tóxicos para mamíferos devido à sua rápida metabolização por enzimas hepáticas, como as esterases e oxidases, que os convertem em metabólitos inativos, facilitando sua excreção.
Sim, os piretroides podem ser absorvidos pela via cutânea, embora a absorção seja geralmente limitada e menos significativa em comparação com a via oral ou inalatória em casos de exposição ocupacional.
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