PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Os anestésicos locais são utilizados em diferentes procedimentos cirúrgicos e dessa forma o cirurgião deve estar familiarizado com sua farmacodinâmica e farmacocinética. Em relação a estes agentes é CORRETO afirmar:
Toxicidade anestésico local ↑ com ↑ absorção sistêmica, que varia conforme local de injeção.
A toxicidade sistêmica dos anestésicos locais está diretamente relacionada à sua concentração plasmática. Locais de injeção altamente vascularizados (ex: intercostal, epidural) resultam em absorção mais rápida e, consequentemente, maior risco de toxicidade.
Os anestésicos locais são fármacos amplamente utilizados para promover analgesia e anestesia regional, bloqueando reversivelmente a condução nervosa. Para cirurgiões e anestesiologistas, é fundamental compreender sua farmacodinâmica (mecanismo de ação) e farmacocinética (absorção, distribuição, metabolismo e excreção) para otimizar seu uso e minimizar riscos. A toxicidade dos anestésicos locais é uma preocupação importante e depende de vários fatores, sendo o local da injeção e a velocidade de absorção sistêmica cruciais. Áreas altamente vascularizadas (ex: intercostal, epidural, plexo braquial) permitem uma absorção mais rápida, elevando a concentração plasmática e o risco de toxicidade sistêmica (LAST). A dose total administrada, a concentração da droga e a presença de vasoconstritores (como epinefrina) também influenciam a absorção e, consequentemente, a toxicidade. Outros pontos importantes incluem o pKa da droga, que influencia a proporção de forma ionizada/não ionizada e, portanto, a eficácia em tecidos com pH alterado (ex: inflamação). A hidrossolubilidade e a ligação proteica determinam a potência e a duração da ação. O tratamento da toxicidade sistêmica é emergencial e envolve suporte vital e a administração de emulsão lipídica intravenosa, não apenas benzodiazepínicos, que são mais para convulsões.
Locais com alta vascularização, como o espaço intercostal ou epidural, permitem uma absorção sistêmica mais rápida do anestésico local, elevando rapidamente os níveis plasmáticos e aumentando o risco de toxicidade sistêmica (LAST).
Em tecidos inflamados, o pH local é mais ácido. Como os anestésicos locais são bases fracas, um pH mais baixo ioniza uma maior proporção da droga, reduzindo a quantidade de forma não ionizada (lipossolúvel) disponível para penetrar na membrana neural e exercer seu efeito.
O tratamento primário para a toxicidade sistêmica por anestésicos locais (LAST) é a administração de emulsão lipídica intravenosa a 20%, que atua como um "sumidouro" para o anestésico, além do suporte vital básico e manejo de convulsões.
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