IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Homem de 27 anos procura seu médico de família devido a uma tosse que persiste há 4 semanas. No início do quadro, nos primeiros 4 dias, ele apresentou febre, mialgias, coriza e tosse produtiva. Posteriormente, todos os sintomas melhoraram, exceto a tosse, que agora está seca. Ele relata que a tosse tem atrapalhado um pouco o seu desempenho no trabalho, sempre piorando quando vai dormir à noite. Nega dispneia. O paciente não é tabagista e não tem histórico de doenças respiratórias. Nenhuma pessoa próxima a ele está com problemas respiratórios. Ao exame físico, ele está com padrão respiratório normal, e a ausculta pulmonar não revela alterações. Com base nos dados relatados, o diagnóstico mais provável é:
Tosse persistente (>3 semanas) após infecção viral respiratória, sem outros sintomas ou achados, é tosse pós-infecciosa.
A tosse pós-infecciosa é uma causa comum de tosse subaguda (3-8 semanas) ou crônica (>8 semanas), que se manifesta após uma infecção viral do trato respiratório superior. Caracteriza-se pela persistência da tosse (geralmente seca) após a resolução dos outros sintomas agudos, com exame físico normal.
A tosse é um sintoma comum e uma das principais queixas que levam pacientes à consulta médica. Quando persiste por mais de três semanas, é classificada como tosse subaguda, e a tosse pós-infecciosa é uma das causas mais frequentes nesse período. A fisiopatologia da tosse pós-infecciosa envolve a inflamação e a hiperresponsividade das vias aéreas após uma infecção viral, resultando em sensibilidade aumentada dos receptores da tosse. O diagnóstico é clínico, baseado na história de uma infecção respiratória aguda prévia e na ausência de outros sinais ou sintomas que sugiram condições mais graves, como asma, refluxo gastroesofágico ou tuberculose. O manejo é geralmente conservador, com foco no alívio sintomático e na educação do paciente sobre a natureza autolimitada da condição. É crucial evitar a prescrição desnecessária de antibióticos, pois a etiologia é viral. A persistência da tosse por mais de 8 semanas ou o surgimento de novos sintomas deve levar a uma reavaliação e investigação de outras causas de tosse crônica.
A tosse pós-infecciosa geralmente se inicia após um quadro de infecção viral respiratória aguda, persiste por mais de 3 semanas (subaguda) ou até 8 semanas (crônica), é frequentemente seca, pode piorar à noite e não está associada a outros sintomas alarmantes ou achados anormais ao exame físico.
O diagnóstico é de exclusão, baseado na história clínica de infecção respiratória recente, ausência de outros sintomas ou sinais de alerta (como dispneia, hemoptise, perda de peso) e exame físico normal. Não há um teste específico para confirmá-la.
O tratamento é principalmente sintomático e expectante, pois a tosse tende a resolver espontaneamente. Podem ser utilizados antitussígenos, broncodilatadores (se houver componente de hiperresponsividade brônquica) ou anti-histamínicos/descongestionantes em casos selecionados, mas a maioria dos pacientes não necessita de medicação específica.
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