SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2015
Os inibidores da enzima conversora da angiotensina são drogas amplamente utilizadas no tratamento de diversas cardiopatias, no entanto estão associados a alguns efeitos colaterais. Para qual dessas intercorrências a substituição por um bloqueador do receptor da angiotensina é segura e eficaz?
Tosse crônica por IECA → substituição por BRA é segura e eficaz.
A tosse crônica induzida por IECA ocorre devido ao acúmulo de bradicinina. Como os BRAs não afetam o metabolismo da bradicinina, eles são uma alternativa segura e eficaz para pacientes que desenvolvem esse efeito colateral.
Os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) são pilares no tratamento de hipertensão, insuficiência cardíaca e doença renal crônica, devido aos seus benefícios cardiovasculares e renais. No entanto, seus efeitos colaterais, como a tosse crônica, podem levar à descontinuação do tratamento e impactar a adesão do paciente. A tosse induzida por IECA afeta cerca de 5-20% dos pacientes e é mediada pelo acúmulo de bradicinina e substância P nas vias aéreas, uma vez que a ECA também é responsável pela degradação dessas moléculas. Os bloqueadores do receptor da angiotensina (BRAs) atuam em um ponto diferente do sistema renina-angiotensina-aldosterona, bloqueando diretamente os receptores AT1 da angiotensina II, sem influenciar o metabolismo da bradicinina. Dessa forma, a substituição de um IECA por um BRA é uma estratégia segura e eficaz para pacientes que desenvolvem tosse crônica, permitindo a manutenção dos benefícios do bloqueio do sistema renina-angiotensina. É crucial, contudo, monitorar outros efeitos adversos comuns a ambas as classes, como hipercalemia e disfunção renal, e estar atento ao risco, embora menor, de angioedema com BRAs.
A tosse é causada pelo acúmulo de bradicinina e substância P nas vias aéreas, devido à inibição da enzima conversora da angiotensina, que também degrada essas substâncias.
Os bloqueadores do receptor da angiotensina (BRAs) agem bloqueando diretamente o receptor AT1 da angiotensina II, sem interferir na enzima conversora da angiotensina e, consequentemente, no metabolismo da bradicinina.
Hipercalemia e piora da função renal são efeitos colaterais que podem ocorrer com ambas as classes de medicamentos, exigindo monitoramento. O angioedema, embora menos comum com BRAs, ainda é um risco.
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