PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2020
Um homem de 50 anos comparece à UPA com queixa de tosse seca há 45 dias. È tabagista há 30 anos e fuma um maço de cigarros por dia. Nega outras queixas ou doenças prévias. Realizou uma radiografia do tórax que pode ser vista a seguir. Dentre as opções abaixo, assinale aquela que NÃO FAZ PARTE do diagnóstico diferencial para esse paciente.
Tosse crônica em tabagista exige DD amplo; HCL pulmonar é fortemente associada ao tabagismo, mas pode ser menos comum que outras causas.
A tosse crônica em tabagistas é um sintoma de alarme que exige uma investigação abrangente. Embora a Histiocitose de Células de Langerhans pulmonar seja uma doença relacionada ao tabagismo, a questão pode estar buscando uma condição menos provável ou menos comum como diferencial primário para apenas tosse seca, comparada a neoplasias ou sarcoidose.
A tosse crônica, definida como tosse com duração superior a 8 semanas, é um sintoma comum e desafiador, especialmente em pacientes tabagistas. Nesses indivíduos, o tabagismo é um fator de risco para uma série de condições pulmonares graves, tornando o diagnóstico diferencial complexo e a investigação minuciosa. É crucial considerar tanto doenças benignas quanto malignas. A fisiopatologia da tosse crônica em tabagistas pode envolver inflamação crônica das vias aéreas (bronquite crônica), lesão do epitélio ciliar, e desenvolvimento de neoplasias. O diagnóstico diferencial inclui condições como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), câncer de pulmão (adenocarcinoma, carcinoma espinocelular), bronquiectasias, e doenças intersticiais pulmonares relacionadas ao tabagismo, como a Histiocitose de Células de Langerhans pulmonar (HCL). A sarcoidose, embora não causada pelo tabagismo, pode ocorrer em tabagistas e apresentar tosse. A conduta diagnóstica geralmente envolve uma história detalhada, exame físico, radiografia de tórax e, frequentemente, tomografia computadorizada de alta resolução. A exclusão de condições mais comuns e graves é prioritária. O tratamento depende do diagnóstico específico, mas a cessação do tabagismo é a intervenção mais importante para a maioria das condições relacionadas. O prognóstico varia amplamente conforme a doença subjacente e a resposta ao tratamento.
As causas mais comuns incluem DPOC, câncer de pulmão, bronquite crônica e, em alguns casos, doenças intersticiais relacionadas ao tabagismo. Refluxo gastroesofágico e asma também devem ser considerados.
O tabagismo é um fator de risco significativo para diversas doenças pulmonares, incluindo neoplasias malignas, DPOC e algumas doenças intersticiais, o que amplia o espectro de diagnósticos a serem considerados.
A investigação geralmente começa com radiografia de tórax, espirometria e pode evoluir para tomografia de tórax, broncoscopia ou biópsia, dependendo da suspeita clínica.
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