UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
São causas de tosse crônica, EXCETO:
Losartana (BRA) NÃO causa tosse crônica; IECA (captopril) SIM.
A tosse crônica é uma queixa comum com diversas etiologias. É crucial diferenciar a tosse induzida por IECA (inibidores da enzima conversora de angiotensina) daquela causada por BRA (bloqueadores do receptor de angiotensina), como a losartana, que não está associada a esse efeito colateral.
A tosse crônica, definida como tosse com duração superior a oito semanas, é uma queixa comum que leva muitos pacientes à consulta médica. Seu diagnóstico diferencial é amplo e desafiador, exigindo uma abordagem sistemática para identificar a causa subjacente e instituir o tratamento adequado. As principais etiologias incluem a síndrome da tosse das vias aéreas superiores (STVAS), asma brônquica, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e o uso de inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA). É fundamental diferenciar a tosse induzida por medicamentos. Enquanto os IECA (como captopril, enalapril) são uma causa bem conhecida de tosse crônica devido ao acúmulo de bradicinina, os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), como a losartana, não possuem esse efeito colateral. Outras causas importantes incluem o tabagismo, que irrita as vias aéreas e pode levar a bronquite crônica, e a sinusite crônica, que pode causar gotejamento pós-nasal. O manejo da tosse crônica depende da identificação e tratamento da causa específica. Isso pode envolver a suspensão ou troca de medicamentos, tratamento da asma com broncodilatadores e corticosteroides, manejo da DRGE com inibidores de bomba de prótons e modificações dietéticas, ou tratamento da sinusite com antibióticos e corticosteroides nasais. Uma história clínica detalhada, exame físico e, por vezes, exames complementares como radiografia de tórax, espirometria ou pHmetria esofágica, são essenciais para guiar o diagnóstico e a terapia.
As principais causas de tosse crônica (duração > 8 semanas) incluem síndrome da tosse das vias aéreas superiores (anteriormente gotejamento pós-nasal), asma brônquica, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e tosse induzida por inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA).
Os IECA causam tosse porque inibem a degradação da bradicinina, um peptídeo que se acumula nas vias aéreas e estimula receptores da tosse. Os BRA, como a losartana, bloqueiam diretamente os receptores da angiotensina II, sem interferir na degradação da bradicinina, por isso não causam tosse.
A tosse por asma geralmente é seca, pior à noite ou com exercícios, e pode vir acompanhada de sibilância e dispneia. A tosse por DRGE é frequentemente seca, pior após refeições ou ao deitar, e pode estar associada a pirose e regurgitação. Testes diagnósticos específicos podem ser necessários para confirmação.
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