UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Paciente de 13 anos de idade é por você atendido no PS queixando-se de dor no testículo esquerdo há +/- 2 horas, com início agudo. Nega febre, porém relata episódio semelhante há +/- 2 meses com melhora espontânea. Qual a hipótese diagnóstica mais provável e exame indicado?
Dor testicular aguda em adolescente + episódio prévio = Torção de testículo → USG Doppler urgente.
A dor testicular aguda em adolescentes é uma emergência urológica, sendo a torção de testículo a principal hipótese. O histórico de início agudo e, especialmente, de episódios semelhantes com resolução espontânea (torção e destorção intermitente) reforça essa suspeita. O ultrassom Doppler colorido é o exame de escolha para avaliar o fluxo sanguíneo testicular e confirmar o diagnóstico, que exige intervenção cirúrgica imediata para preservar o testículo.
A dor testicular aguda é uma das emergências urológicas mais críticas, especialmente em adolescentes e jovens adultos. A torção de testículo é a causa mais temida devido ao risco de isquemia e necrose testicular, com perda da função e, em casos extremos, do órgão. O diagnóstico precoce e a intervenção cirúrgica são fundamentais para a preservação do testículo. A fisiopatologia da torção testicular envolve a rotação do cordão espermático, que contém os vasos sanguíneos, nervos e ducto deferente, resultando em comprometimento do fluxo sanguíneo para o testículo. A isquemia prolongada leva à necrose. A história clínica é crucial: dor súbita e intensa, náuseas, vômitos e, em alguns casos, um histórico de episódios semelhantes de dor que se resolveram espontaneamente (torção e destorção intermitente). Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e o reflexo cremastérico geralmente está ausente. O diagnóstico é primariamente clínico, mas o ultrassom Doppler colorido do escroto é o exame complementar de escolha para confirmar a ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo no testículo afetado. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível, idealmente dentro de 6 horas do início dos sintomas, para maximizar as chances de salvamento testicular. A orquidopexia (fixação do testículo) é realizada bilateralmente para prevenir torções futuras, mesmo que apenas um lado tenha sido afetado.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor testicular aguda e intensa, de início súbito, frequentemente unilateral, com irradiação para a região inguinal ou abdominal inferior. Pode haver náuseas, vômitos e, ao exame físico, o testículo pode estar elevado, horizontalizado e doloroso à palpação, com ausência do reflexo cremastérico.
O ultrassom Doppler colorido é o exame de escolha porque permite visualizar diretamente o fluxo sanguíneo para o testículo. Na torção, há uma redução ou ausência do fluxo sanguíneo no testículo afetado, confirmando o diagnóstico e auxiliando na decisão cirúrgica.
Um episódio prévio de dor testicular com melhora espontânea é altamente sugestivo de torção testicular intermitente, onde o testículo torce e destorce espontaneamente. Isso aumenta a suspeita de torção atual e a necessidade de investigação e, muitas vezes, de fixação cirúrgica profilática.
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