Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Considerando a torção testicular em pediatria, assinale a alternativa correta:
Torção testicular = urgência urológica pediátrica → isquemia testicular → necrose.
A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. O diagnóstico é predominantemente clínico, com a ultrassonografia Doppler sendo um exame adjuvante crucial para confirmar o fluxo sanguíneo.
A torção testicular é uma condição urológica aguda que ocorre quando o testículo gira sobre seu próprio eixo, torcendo o cordão espermático e comprometendo seu suprimento sanguíneo. É uma emergência médica comum em pediatria, especialmente em neonatos e adolescentes, e a rápida identificação e tratamento são cruciais para preservar a função testicular. A incidência é de aproximadamente 1 em 4.000 homens com menos de 25 anos. O diagnóstico da torção testicular é primariamente clínico, baseado na história de dor escrotal súbita e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e extremamente doloroso à palpação, com ausência do reflexo cremastérico. Embora a ultrassonografia Doppler seja útil para avaliar o fluxo sanguíneo, a suspeita clínica forte justifica a exploração cirúrgica imediata, pois o tempo é um fator crítico para a viabilidade testicular. O tratamento definitivo é a detorção cirúrgica e orquidopexia bilateral para prevenir recorrências e torção no testículo contralateral. A viabilidade do testículo diminui drasticamente após 6 horas de isquemia. O prognóstico depende do tempo entre o início dos sintomas e a cirurgia, sendo que a taxa de salvamento é alta se a cirurgia ocorrer nas primeiras 4-6 horas.
Os principais sintomas incluem dor escrotal súbita e intensa, inchaço, eritema e, por vezes, dor abdominal ou náuseas/vômitos. O testículo pode estar elevado e horizontalizado.
É uma emergência porque a torção do cordão espermático interrompe o fluxo sanguíneo para o testículo, levando à isquemia e necrose em poucas horas se não for corrigida cirurgicamente.
A diferenciação é feita pela história clínica (início súbito da dor), exame físico (ausência do reflexo cremastérico, sinal de Prehn negativo) e ultrassonografia Doppler, que mostra a ausência de fluxo sanguíneo no testículo afetado.
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