Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Com relação à torção testicular, assinale a alternativa CORRETA.
Alta suspeita de torção testicular + USG indisponível em 1h → exploração cirúrgica imediata para salvar o testículo.
A torção testicular é uma emergência urológica que exige intervenção rápida para preservar a viabilidade do testículo. O tempo é crucial, e a exploração cirúrgica não deve ser atrasada pela espera de exames de imagem se a suspeita clínica for alta.
A torção testicular é uma emergência urológica que acomete principalmente adolescentes e neonatos, caracterizada pela rotação do testículo e funículo espermático, resultando em isquemia. A rápida identificação e intervenção são cruciais para a preservação da função testicular e fertilidade, sendo um tema de alta relevância em provas de residência e na prática clínica. A fisiopatologia envolve a rotação do testículo sobre seu eixo vascular, comprometendo o fluxo sanguíneo arterial e venoso. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na dor escrotal aguda, súbita e intensa, com ausência do reflexo cremastérico e elevação do testículo. A ultrassonografia com Doppler pode confirmar o diagnóstico ao demonstrar a ausência de fluxo sanguíneo, mas não deve atrasar a exploração cirúrgica se a suspeita clínica for alta. O tratamento definitivo é cirúrgico, com a destorção manual seguida de orquidopexia bilateral. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo de isquemia: as melhores taxas de salvamento ocorrem nas primeiras 6 horas. Após 24 horas, a viabilidade testicular é significativamente reduzida. A orquidopexia contralateral é recomendada para prevenir torções futuras, dada a natureza bilateral da deformidade anatômica subjacente.
A torção testicular geralmente se manifesta com dor escrotal aguda e intensa, de início súbito, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Pode haver edema escrotal e elevação do testículo afetado.
Em casos de alta suspeita clínica de torção testicular, a conduta inicial é a exploração cirúrgica imediata. A ultrassonografia com Doppler pode auxiliar, mas não deve atrasar a cirurgia se não estiver prontamente disponível.
A orquidopexia contralateral é importante porque a torção testicular geralmente ocorre devido a uma anomalia congênita conhecida como "deformidade em sino", que afeta ambos os testículos. Fixar o testículo contralateral previne uma torção futura.
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