CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Adolescente, 13 anos, sexo masculino é levado à emergência com quadro de dor testicular aguda, de início há duas horas, após jogo de futebol. O exame de imagem que deve ser solicitado de imediato é:
Dor testicular aguda em adolescente → Ultrassom com Doppler colorido urgente para descartar torção testicular.
A dor testicular aguda em adolescentes é uma emergência urológica, sendo a torção testicular a principal preocupação devido ao risco de perda do testículo. O ultrassom com Doppler colorido é o exame de imagem de escolha, pois permite avaliar o fluxo sanguíneo testicular, que estará ausente ou diminuído na torção, diferenciando-a de outras causas de dor testicular.
A dor testicular aguda em adolescentes e jovens adultos é uma emergência urológica que exige avaliação imediata. A principal preocupação diagnóstica é a torção testicular, uma condição em que o cordão espermático se torce, comprometendo o suprimento sanguíneo do testículo. Outras causas incluem epididimite, orquite, torção de apêndice testicular e trauma. A diferenciação rápida entre essas condições é crucial, pois a torção testicular requer intervenção cirúrgica urgente para preservar a viabilidade do testículo. A história clínica geralmente revela dor súbita e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e extremamente sensível à palpação. O reflexo cremastérico pode estar ausente no lado afetado. No entanto, o exame físico pode não ser conclusivo, e a confirmação diagnóstica por imagem é essencial para evitar atrasos no tratamento. O ultrassom com Doppler colorido é o exame de imagem de escolha para a avaliação da dor testicular aguda. Ele permite visualizar o testículo, epidídimo e cordão espermático, além de, fundamentalmente, avaliar o fluxo sanguíneo. Na torção testicular, o Doppler mostrará ausência ou diminuição acentuada do fluxo sanguíneo no testículo afetado, enquanto na epididimite, por exemplo, o fluxo estará aumentado. A rapidez na realização e interpretação deste exame é crítica, pois o tempo de isquemia é o fator mais importante para a preservação do testículo. Se a suspeita clínica for alta e o ultrassom não estiver imediatamente disponível, a exploração cirúrgica deve ser considerada sem demora para evitar a perda do testículo.
Os principais sinais e sintomas incluem dor testicular aguda e súbita, geralmente unilateral, irradiando para a região inguinal ou abdominal inferior. Pode haver náuseas, vômitos, edema e eritema escrotal, e o testículo pode estar elevado e horizontalizado (sinal de Prehn negativo).
O ultrassom com Doppler colorido é o exame de escolha porque permite visualizar a anatomia testicular e, crucialmente, avaliar o fluxo sanguíneo. Na torção, o fluxo sanguíneo para o testículo afetado estará ausente ou significativamente diminuído, confirmando o diagnóstico.
A rapidez é vital para a viabilidade testicular. O testículo pode ser salvo se a detorção for realizada dentro de 4-6 horas do início dos sintomas. Após 12-24 horas, a taxa de salvamento diminui drasticamente, podendo levar à atrofia ou necrose testicular e necessidade de orquiectomia.
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