FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Sobre a conduta em casos de torção testicular, assinale a alternativa correta:
Dor súbita + Reflexo cremastérico ausente → Exploração cirúrgica imediata (< 6h).
A torção testicular é uma emergência cirúrgica onde o prognóstico de salvamento do órgão é inversamente proporcional ao tempo de isquemia, com janela ideal de 6 horas.
A torção testicular representa a torção do cordão espermático, levando à interrupção do suprimento sanguíneo venoso e, posteriormente, arterial. É a causa mais comum de perda testicular em adolescentes. O quadro clínico clássico envolve dor escrotal intensa de início súbito, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, observa-se o testículo em posição horizontalizada (Sinal de Angell) e elevada. O sinal de Prehn (alívio da dor à elevação do testículo) é tipicamente negativo na torção, diferenciando-a da epididimite. O tratamento definitivo é a exploração cirúrgica com destorção e orquidopexia bilateral. Se o testículo estiver francamente necrótico após a destorção e aquecimento, a orquidectomia é indicada.
O 'ponto de corte' clássico para o resgate testicular é de 6 horas após o início dos sintomas. Intervenções dentro deste período apresentam taxas de salvamento superiores a 90%, enquanto após 24 horas a viabilidade é quase nula, resultando em orquidectomia.
A torção ocorre geralmente devido a uma deformidade anatômica chamada 'badalo de sino' (fixação alta da túnica vaginal). Como essa condição costuma ser bilateral, o testículo contralateral deve ser fixado preventivamente para evitar torção futura.
O diagnóstico é eminentemente clínico. Embora o Doppler de bolsa escrotal possa mostrar ausência de fluxo, ele não deve atrasar a exploração cirúrgica se a suspeita clínica for alta (dor súbita, náuseas, testículo elevado e reflexo cremastérico ausente).
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