HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Menino, 12 anos, é levado à emergência pelos pais por dor escrotal à esquerda há aproximadamente três horas, com irradiação para a região inguinal do mesmo lado. Também apresentou alguns episódios de vômitos. Sem relato de trauma escrotal prévio. No exame físico, aumento de volume escrotal à esquerda, assim como hiperemia e dor escrotal intensa durante à palpação dessa região. O reflexo cremastérico está ausente à esquerda e presente à direita. Ecografia de bolsa escrotal com doppler revela torção do cordão espermático esquerdo em posição intra-vaginal, testículo esquerdo com tamanho aumentado e ausência de fluxo sanguíneo ao doppler. Em relação ao tratamento do caso, deve-se
Torção testicular = emergência cirúrgica! Reflexo cremastérico ausente + dor aguda + vômitos → exploração imediata e orquiopexia bilateral se viável.
A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. O diagnóstico é clínico, suportado por ultrassonografia com Doppler. A orquiopexia bilateral é fundamental para prevenir recorrência e torção contralateral.
A torção testicular é uma emergência urológica que ocorre quando o cordão espermático se torce, comprometendo o fluxo sanguíneo para o testículo. É mais comum em adolescentes e recém-nascidos, mas pode ocorrer em qualquer idade. A rápida identificação e intervenção são cruciais para a preservação da função testicular e fertilidade, pois a isquemia prolongada leva à necrose. O diagnóstico da torção testicular é primariamente clínico, baseado na história de dor escrotal aguda de início súbito, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos. O exame físico revela um testículo doloroso, edemaciado e frequentemente elevado, com ausência do reflexo cremastérico no lado afetado. A ultrassonografia com Doppler é o exame complementar de escolha para confirmar o diagnóstico, demonstrando a ausência de fluxo sanguíneo no testículo torcido. O tratamento definitivo é cirúrgico e deve ser realizado com urgência. A exploração escrotal permite a destorção manual do testículo. Se o testículo for considerado viável após a destorção (avaliado pela coloração e sangramento), realiza-se a orquiopexia, que é a fixação do testículo ao escroto para prevenir novas torções. É fundamental que a orquiopexia seja realizada bilateralmente, pois a condição anatômica subjacente que predispõe à torção (deformidade em badalo de sino) geralmente afeta ambos os testículos.
Os sinais e sintomas incluem dor escrotal aguda e intensa, geralmente unilateral, com irradiação para a região inguinal, náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e doloroso à palpação, com ausência do reflexo cremastérico.
O tempo é crítico na torção testicular. A viabilidade do testículo diminui drasticamente após 4-6 horas de isquemia. A intervenção cirúrgica deve ser realizada o mais rápido possível para maximizar as chances de salvamento testicular.
A orquiopexia bilateral é recomendada porque a torção testicular é frequentemente associada a uma anomalia congênita conhecida como "deformidade em badalo de sino", que predispõe à torção em ambos os testículos. A fixação contralateral previne futuros episódios de torção.
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