Torção Testicular: Sinais Chave e Manejo de Emergência

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022

Enunciado

A torção testicular é a causa mais frequente de escroto agudo e exige diagnóstico e tratamento imediatos. A torção testicular caracteriza-se por

Alternativas

  1. A) ser descartada caso apresente história de trauma.
  2. B) necessitar de exames de imagem para indicação de exploração cirúrgica.
  3. C) apresentar perda do reflexo cremastérico.
  4. D) ser tratada por meio de orquidopexia unilateral.

Pérola Clínica

Torção testicular → dor aguda, elevação testicular, e perda do reflexo cremastérico; exige exploração cirúrgica imediata.

Resumo-Chave

A torção testicular é uma emergência urológica caracterizada pela rotação do testículo sobre seu eixo vascular, levando à isquemia. A perda do reflexo cremastérico no lado afetado é um sinal clínico altamente sugestivo, diferenciando-a de outras causas de escroto agudo, como a epididimite. O diagnóstico é clínico e a exploração cirúrgica imediata é crucial para preservar a viabilidade testicular.

Contexto Educacional

A torção testicular é uma emergência urológica que exige reconhecimento e intervenção imediatos para preservar a função testicular. É a causa mais comum de escroto agudo em adolescentes e adultos jovens, embora possa ocorrer em qualquer idade. A compreensão de sua fisiopatologia e dos sinais clínicos é vital para residentes de cirurgia e urologia. A torção ocorre quando o testículo gira sobre o cordão espermático, comprometendo o fluxo sanguíneo arterial e venoso, levando à isquemia. A dor é tipicamente aguda, súbita e unilateral, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e edemaciado. O sinal mais patognomônico é a perda do reflexo cremastérico no lado afetado, que é a contração do músculo cremaster em resposta ao toque na face interna da coxa. O diagnóstico da torção testicular é primariamente clínico. Embora a ultrassonografia Doppler possa ser útil para avaliar o fluxo sanguíneo, ela não deve atrasar a exploração cirúrgica se houver alta suspeita clínica. O tratamento consiste na destorção manual (tentativa inicial, mas não substitui a cirurgia) seguida de orquidopexia cirúrgica bilateral para fixar ambos os testículos e prevenir recorrências. A viabilidade testicular diminui drasticamente com o tempo de isquemia, tornando a intervenção precoce (idealmente em 4-6 horas) crucial para evitar a orquiectomia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da torção testicular?

Os sinais e sintomas clássicos incluem dor testicular aguda e súbita, geralmente unilateral, náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e extremamente sensível à palpação, com perda do reflexo cremastérico.

Qual a importância do reflexo cremastérico no diagnóstico da torção testicular?

A perda do reflexo cremastérico no lado afetado é um achado clínico de alta sensibilidade e especificidade para torção testicular, especialmente em crianças e adolescentes. Sua ausência sugere fortemente a interrupção da inervação e vascularização do testículo, diferenciando-a de outras causas de escroto agudo onde o reflexo geralmente está presente.

Qual a conduta imediata para suspeita de torção testicular?

A conduta imediata é a exploração cirúrgica urgente. O diagnóstico é primariamente clínico, e a espera por exames de imagem pode atrasar o tratamento e comprometer a viabilidade testicular. Durante a cirurgia, realiza-se a destorção e orquidopexia bilateral para fixar ambos os testículos e prevenir recorrências.

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