SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Um menino de 12 anos, hígido, queixa-se de dor de forte intensidade, de início abrupto, no testículo direito, acompanhada de náuseas e vômitos, há 5 horas. Estava no sítio com a família. Foi levado ao pronto-socorro da cidade, onde foi descrito que estava em bom estado geral, com dor intensa à palpação do testículo direito, que apresentava edema acentuado. O testículo direito estava horizontalizado, em posição elevada. Foi notada também ausência do reflexo cremastérico. O médico plantonista sabe que não tem disponibilidade de métodos de imagem no hospital, que, no entanto, tem centro cirúrgico equipado para procedimentos de pequeno e médio porte. Diagnóstico mais provável e melhor conduta, além de analgesia:
Dor testicular aguda + Reflexo cremastérico ausente + Testículo elevado/horizontalizado → Torção testicular = Cirurgia imediata.
A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. A apresentação clássica inclui dor escrotal aguda de forte intensidade, ausência do reflexo cremastérico e testículo elevado/horizontalizado. O tempo é crucial, e a suspeita clínica justifica a exploração cirúrgica mesmo sem exames de imagem.
A torção testicular é uma emergência urológica que afeta principalmente adolescentes e jovens adultos, mas pode ocorrer em qualquer idade. É caracterizada pela rotação do cordão espermático, que leva à oclusão dos vasos sanguíneos e consequente isquemia testicular. A dor é de início abrupto, intensa, unilateral, e frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado geralmente se apresenta elevado, horizontalizado e extremamente sensível à palpação. Um achado crucial é a ausência do reflexo cremastérico no lado afetado, que é um forte indicativo de torção. O tempo é um fator crítico: a viabilidade testicular diminui drasticamente após 4-6 horas de isquemia, e a taxa de salvamento é muito baixa após 24 horas. Diante de uma forte suspeita clínica, a exploração cirúrgica imediata é a conduta de escolha, mesmo na ausência de métodos de imagem, para evitar a perda do testículo. A cirurgia consiste na destorção e orquidopexia bilateral para prevenir recorrências e torção contralateral.
Os sinais clássicos incluem dor escrotal aguda e intensa, náuseas/vômitos, ausência do reflexo cremastérico, testículo elevado e horizontalizado, e edema escrotal.
A torção testicular causa isquemia do testículo devido à interrupção do fluxo sanguíneo. A viabilidade testicular diminui rapidamente com o tempo, tornando a exploração cirúrgica imediata essencial para salvá-lo.
Na torção, a dor é abrupta e o reflexo cremastérico está ausente. Na orquiepididimite, a dor é mais gradual, pode haver febre, e o reflexo cremastérico geralmente está presente. O sinal de Prehn (alívio da dor com elevação do testículo) é positivo na orquiepididimite e negativo na torção.
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