FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Adolescente de quinze anos, masculino, foi levado à Unidade de Pronto Atendimento com história de dor no testículo direito há 6 horas. Nega aumento da frequência urinária, disúria ou secreção uretral. Afirma ser sexualmente ativo, com múltiplas parceiras. Nega trauma ou quadro febril. O exame físico revela edema, hiperemia e calor na bolsa escrotal, com testículo direito levemente mais elevado que o esquerdo. O plantonista solicitou Ultrassonografia com Doppler colorido de urgência, porém o médico radiologista de sobreaviso não conseguirá chegar com menos de 6 horas para realizar o exame. Sendo assim, qual é a conduta indicada para o caso?
Dor testicular aguda + sinais de torção (testículo elevado, reflexo cremastérico ausente) + USG indisponível → exploração cirúrgica imediata.
Diante de um quadro de dor testicular aguda em adolescente, com sinais clínicos sugestivos de torção testicular (testículo elevado, ausência de reflexo cremastérico, apesar de não mencionado explicitamente, é um sinal chave) e a impossibilidade de realizar ultrassonografia com Doppler em tempo hábil (janela de 6 horas para salvamento testicular), a exploração cirúrgica de urgência é a conduta mais indicada para evitar a perda do testículo.
A torção testicular é uma emergência urológica que requer reconhecimento e intervenção imediatos para preservar a viabilidade do testículo. Afeta principalmente adolescentes e neonatos, e a dor testicular aguda é o sintoma cardinal. A fisiopatologia envolve a rotação do cordão espermático, levando à isquemia e necrose testicular se não for corrigida rapidamente. O diagnóstico é primariamente clínico. Sinais como testículo elevado, horizontalizado, edema escrotal e ausência do reflexo cremastérico são altamente sugestivos. Embora a ultrassonografia com Doppler colorido seja o exame de imagem de escolha para confirmar a ausência de fluxo sanguíneo, a decisão de operar não deve ser atrasada se houver alta suspeita clínica e o exame não estiver prontamente disponível. O tempo de isquemia é o fator mais crítico para o prognóstico. A conduta é a exploração cirúrgica de urgência. Durante a cirurgia, o testículo é destorcido e fixado (orquidopexia) para prevenir recorrências. A orquidopexia contralateral também é realizada profilaticamente. O prognóstico é excelente se a cirurgia for realizada dentro de 4-6 horas do início dos sintomas, mas diminui drasticamente após esse período, podendo resultar em atrofia ou perda testicular.
Os sinais incluem dor testicular aguda e súbita, testículo elevado e horizontalizado (sinal de Prehn negativo), ausência do reflexo cremastérico, edema e hiperemia escrotal. A idade mais comum é entre 12 e 18 anos.
O tempo é crítico. A viabilidade testicular diminui drasticamente após 6 horas de isquemia. Após 12-24 horas, a taxa de salvamento é muito baixa. Por isso, a exploração cirúrgica deve ser imediata na alta suspeita.
A USG com Doppler é o exame de escolha para confirmar a ausência de fluxo sanguíneo. No entanto, se houver alta suspeita clínica e o exame não puder ser realizado rapidamente (dentro da janela de 6 horas), a exploração cirúrgica não deve ser atrasada.
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