Torção Testicular: Diagnóstico Rápido e Manejo Urgente

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 13 anos, dá entrada no pronto atendimento queixando de dor escrotal intensa, de início súbito, há cerca de 4 horas. Ao exame físico, apresentava hemibolsa escrotal direita aumentada de volume, com sinais flogísticos discretos, com testículo doloroso à palpação, elevado (próximo à raiz da bolsa escrotal) e horizontalizado. Sobre o caso, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A pesquisa do reflexo cremastérico pode ser importante para o diagnóstico final do paciente.
  2. B) O EAS normal não exclui tratamento cirúrgico para o paciente acima.
  3. C) Os dados acima nos permitem afirmar que não há necessidade de nenhum exame complementar para indicação de orquiectomia direita urgente.
  4. D) Podemos afirmar que a ultrassonografia com Doppler tem maior acurácia diagnóstica que a ressonância magnética no caso acima. 

Pérola Clínica

Torção testicular: dor súbita, testículo elevado/horizontalizado, reflexo cremastérico ausente → emergência cirúrgica.

Resumo-Chave

A torção testicular é uma emergência urológica que exige diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica para preservar a viabilidade do testículo. O exame físico clássico, com testículo elevado e horizontalizado e ausência do reflexo cremastérico, é altamente sugestivo.

Contexto Educacional

A torção testicular é uma emergência urológica que afeta principalmente adolescentes, com pico de incidência entre 12 e 18 anos. É causada pela rotação do testículo e do cordão espermático, levando à interrupção do fluxo sanguíneo e isquemia. O diagnóstico e tratamento rápidos são cruciais para a preservação da função testicular, com taxas de salvamento que diminuem drasticamente após 6 horas de isquemia. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor escrotal súbita e intensa, e no exame físico que revela um testículo elevado, horizontalizado e doloroso à palpação, com ausência do reflexo cremastérico. Embora a ultrassonografia com Doppler seja o exame complementar de escolha para confirmar a ausência de fluxo sanguíneo e avaliar a viabilidade testicular, a suspeita clínica forte não deve atrasar a exploração cirúrgica. O tratamento definitivo é a exploração cirúrgica imediata, com detorsão e orquidopexia bilateral (fixação dos testículos para prevenir recorrência). Se o testículo for inviável, realiza-se a orquiectomia. A decisão de orquiectomia é tomada intraoperatoriamente, após a detorsão e avaliação da perfusão.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos de torção testicular?

Os sinais clássicos incluem dor escrotal súbita e intensa, testículo elevado e horizontalizado, e a ausência do reflexo cremastérico no lado afetado.

Qual o papel da ultrassonografia com Doppler na torção testicular?

A ultrassonografia com Doppler é o exame de imagem de escolha para confirmar a torção, avaliar o fluxo sanguíneo testicular e a viabilidade, auxiliando na decisão entre detorsão e orquiectomia.

Como diferenciar torção testicular de epididimite?

A torção geralmente tem início súbito, dor intensa e ausência do reflexo cremastérico, enquanto a epididimite tem início mais gradual, dor menos intensa, febre e reflexo cremastérico presente.

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