Torção Testicular: Diagnóstico Rápido e Conduta de Emergência

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2025

Enunciado

Um adolescente de 15 anos é levado ao pronto-socorro por dor intensa e súbita no testículo direito, iniciada há aproximadamente 2 horas. Ele não apresenta febre, mas relata náuseas. Ao exame físico, observa-se um testículo direito edemaciado, endurecido, elevado e horizontalizado, com ausência do reflexo cremastérico ipsilateral e dor à palpação. O testículo esquerdo apresenta-se normal. Não há sinais de trauma recente. Dentre os itens abaixo, qual é a conduta mais apropriada para esse paciente?

Alternativas

  1. A) Início de antibióticos e analgésicos, seguido de acompanhamento ambulatorial.
  2. B) USG Doppler para confirmar torção testicular, analgesia e avaliação com Urologista em até 48h.
  3. C) Acionar Urologista para exploração testicular cirúrgica de emergência.
  4. D) Início de anti-inflamatórios não esteroides e repouso com utilização de suspensório escrotal.

Pérola Clínica

Dor testicular súbita + testículo elevado/horizontalizado + reflexo cremastérico ausente → Torção testicular = Cirurgia de emergência.

Resumo-Chave

A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais como dor súbita, testículo elevado e horizontalizado, e ausência do reflexo cremastérico. A demora no tratamento aumenta significativamente o risco de perda testicular.

Contexto Educacional

A torção testicular é uma emergência urológica que ocorre quando o testículo gira sobre seu próprio eixo, comprometendo o fluxo sanguíneo através do cordão espermático. É mais comum em adolescentes e neonatos, com uma incidência de cerca de 1 em 4.000 homens com menos de 25 anos. A rápida identificação e intervenção são cruciais para a preservação da função testicular e fertilidade. O diagnóstico da torção testicular é predominantemente clínico. Os sinais clássicos incluem dor escrotal súbita e intensa, náuseas e vômitos, testículo edemaciado, endurecido, elevado e horizontalizado, e a ausência do reflexo cremastérico ipsilateral. Embora o ultrassom Doppler possa ser útil para confirmar o diagnóstico, a presença de um quadro clínico altamente sugestivo não deve atrasar a exploração cirúrgica, pois o tempo de isquemia é o principal determinante da viabilidade testicular. A conduta definitiva é a exploração cirúrgica de emergência, que permite a detorção do testículo e a orquidopexia (fixação) bilateral para prevenir recorrências e torção do testículo contralateral. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo de isquemia; após 6 horas, a taxa de salvamento testicular diminui drasticamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da torção testicular?

Os sinais clássicos incluem dor testicular súbita e intensa, náuseas, testículo edemaciado, elevado e horizontalizado, e ausência do reflexo cremastérico ipsilateral. Pode haver dor à palpação e o sinal de Prehn é negativo.

Qual a conduta inicial mais apropriada para suspeita de torção testicular?

A conduta mais apropriada é acionar o urologista para exploração testicular cirúrgica de emergência. O diagnóstico é clínico e a cirurgia não deve ser atrasada por exames complementares, devido ao risco de isquemia irreversível.

Como diferenciar torção testicular de epididimite?

Na torção, a dor é súbita e o reflexo cremastérico está ausente, com testículo elevado. Na epididimite, a dor é mais gradual, pode haver febre, o reflexo cremastérico está presente e o testículo pode estar menos elevado, com dor aliviada pela elevação (sinal de Prehn positivo).

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