Torção Testicular: Diagnóstico Rápido e Exame Essencial

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022

Enunciado

Jovem de 18 anos chega ao pronto atendimento referindo dor no testículo direito de início súbito enquanto dormia. Nega febre, porém, relata estar com náuseas. À palpação, o testículo apresenta-se doloroso, elevado e horizontalizado (Sinal de Angel +). Além disso, não há melhora da dor durante a manobra de elevação do testículo (Sinal de Prehn -). Diante desse quadro, quais são a principal hipótese diagnóstica e o exame complementar mais sensível e específico?

Alternativas

  1. A) Orquiepididimite / Tomografia Computadorizada da pelve e do escroto.
  2. B) Torção testicular / Tomografia Computadorizada da pelve e do escroto.
  3. C) Torção testicular / USG escrotal com doppler colorido.
  4. D) Orquiepididimite / USG escrotal com doppler colorido.
  5. E) Síndrome de Fournier / USG perineal e escrotal com doppler colorido.

Pérola Clínica

Dor testicular súbita + Sinal de Angel + Sinal de Prehn negativo → Torção testicular. USG Doppler é o exame de escolha.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor testicular súbita, náuseas, testículo elevado e horizontalizado (Sinal de Angel positivo) e ausência de alívio da dor com a elevação (Sinal de Prehn negativo) é altamente sugestivo de torção testicular, uma emergência urológica. O exame complementar mais sensível e específico para confirmar o diagnóstico é a ultrassonografia escrotal com Doppler colorido, que avalia o fluxo sanguíneo testicular.

Contexto Educacional

A torção testicular é uma emergência urológica que ocorre quando o cordão espermático se torce, comprometendo o suprimento sanguíneo para o testículo. É mais comum em adolescentes e neonatos, mas pode ocorrer em qualquer idade. A condição é caracterizada por dor testicular súbita e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos, e pode ocorrer durante o sono ou após atividade física. A fisiopatologia envolve a rotação do testículo dentro da túnica vaginal, levando à oclusão dos vasos sanguíneos do cordão espermático e subsequente isquemia testicular. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico. Sinais clássicos incluem o testículo afetado elevado e horizontalizado (Sinal de Angel ou "bell clapper deformity") e a ausência de alívio da dor com a elevação do testículo (Sinal de Prehn negativo). Embora o diagnóstico seja clínico, a ultrassonografia escrotal com Doppler colorido é o exame complementar mais sensível e específico, demonstrando a ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo no testículo afetado. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rapidamente possível (idealmente em 4-6 horas) para preservar a viabilidade testicular. A demora no tratamento pode levar à necrose testicular e à necessidade de orquiectomia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da torção testicular?

Os sintomas incluem dor testicular súbita e intensa, geralmente unilateral, náuseas e vômitos. Os sinais físicos são testículo elevado, horizontalizado (Sinal de Angel) e ausência de alívio da dor com a elevação do testículo (Sinal de Prehn negativo).

Qual a importância do tempo no manejo da torção testicular?

O tempo é crítico para a viabilidade testicular. A detorção cirúrgica deve ser realizada idealmente dentro de 4-6 horas do início dos sintomas para maximizar as chances de salvamento do testículo, pois a isquemia prolongada leva à necrose.

Como diferenciar torção testicular de orquiepididimite?

A torção testicular tem início súbito, dor intensa, testículo elevado e Sinal de Prehn negativo. A orquiepididimite geralmente tem início mais gradual, pode ter febre, disúria, e o Sinal de Prehn é positivo (alívio da dor com elevação). A USG Doppler ajuda a diferenciar pela avaliação do fluxo sanguíneo.

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