Torção Testicular: Urgência Cirúrgica e Viabilidade

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024

Enunciado

Adolescente de 12 anos apresenta-se com dor testicular importante, com náuseas e vômitos, de início há aproximadamente 24 horas. Ao exame físico o testículo está aumentado de tamanho, endurado, muito sensível, dificultando o exame. Reflexo cremastérico ausente, testículo elevado. No manejo deste paciente analise as assertivas abaixo e a relação proposta entre elas.I. – O tratamento cirúrgico não deve ser prioridade. PORQUEII. – A chance de ter fluxo arterial suficiente após 24 horas de evolução é mínima. A respeito destas asserções, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I.
  2. B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I.
  3. C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
  4. D) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
  5. E) As asserções I e II são proposições falsas.

Pérola Clínica

Torção testicular é URGÊNCIA cirúrgica; viabilidade testicular ↓ drasticamente após 6h.

Resumo-Chave

A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata. A viabilidade do testículo diminui drasticamente com o tempo de isquemia, sendo mínima após 24 horas. Portanto, o tratamento cirúrgico é a prioridade, mesmo que a chance de salvamento seja baixa, para tentar destorcer e fixar o testículo, ou realizar orquiectomia se inviável.

Contexto Educacional

A torção testicular é uma emergência urológica que exige reconhecimento e tratamento imediatos para preservar a função testicular. Ocorre quando o cordão espermático gira, comprometendo o fluxo sanguíneo para o testículo. É mais comum em adolescentes e neonatos, mas pode ocorrer em qualquer idade. A apresentação clínica típica é dor testicular súbita e intensa, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e o reflexo cremastérico geralmente está ausente. O tempo é um fator crítico na torção testicular. A viabilidade do testículo diminui drasticamente com o tempo de isquemia: a taxa de salvamento é alta se a cirurgia for realizada dentro de 4-6 horas, mas cai para menos de 10% após 24 horas. Apesar da baixa chance de salvamento após um período prolongado, o tratamento cirúrgico ainda é uma prioridade. A cirurgia de exploração escrotal é indicada para tentar a destorção, avaliar a viabilidade do testículo e realizar a orquidopexia (fixação) bilateral para prevenir torções futuras. Se o testículo estiver inviável, a orquiectomia (remoção) é necessária para evitar complicações como atrofia e dor crônica. Portanto, a assertiva I ("O tratamento cirúrgico não deve ser prioridade") é falsa, pois a cirurgia é sempre a prioridade. A assertiva II ("A chance de ter fluxo arterial suficiente após 24 horas de evolução é mínima") é verdadeira, mas não justifica a assertiva I. A baixa viabilidade não anula a necessidade de cirurgia, que é essencial para destorção, orquidopexia contralateral e, se necessário, orquiectomia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da torção testicular?

Dor testicular súbita e intensa, náuseas, vômitos, testículo elevado e horizontalizado (sinal de Prehn negativo), e ausência do reflexo cremastérico são achados típicos.

Qual o tempo ideal para a intervenção cirúrgica na torção testicular?

A intervenção cirúrgica deve ocorrer idealmente dentro de 4-6 horas do início dos sintomas para maximizar a chance de salvamento testicular. Após 24 horas, a taxa de salvamento é muito baixa.

Qual a conduta cirúrgica para a torção testicular?

A cirurgia consiste na exploração escrotal, destorção do testículo, avaliação da viabilidade e orquidopexia (fixação) bilateral para prevenir recorrência e torção contralateral. Se o testículo estiver inviável, realiza-se orquiectomia.

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