HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Paciente masculino, 32 anos, procura atendimento médico queixando-se de dor testicular à direita, aguda, de início há 4 horas, associada à sudorese fria, vômitos e cólicas abdominais. Nega trauma local. Nega febre. Nega sintomas urinários. Ao exame físico: abdome flácido, indolor, sem sinais de irritação peritoneal. Testículo esquerdo tópico em escroto, tamanho e volume habitual. Hemibolsa testicular direita edemaciada, com testículo horizontalizado, doloroso à palpação, sem alívio da dor após suspensão. Reflexo cremastérico presente e reduzido. Foi submetido à exploração cirúrgica com o achado intraoperatório abaixo. Trata-se de:
Dor testicular aguda + reflexo cremastérico ↓/ausente + testículo horizontalizado = torção testicular até prova em contrário.
A torção de cordão espermático intravaginal é a forma mais comum de torção testicular em adolescentes e adultos jovens. Caracteriza-se por dor aguda, náuseas/vômitos, testículo edemaciado e horizontalizado, e reflexo cremastérico ausente ou reduzido. É uma emergência cirúrgica que exige intervenção rápida para preservar a viabilidade testicular.
A torção testicular é uma emergência urológica que requer reconhecimento e tratamento imediatos para preservar a viabilidade do testículo. Afeta principalmente adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer idade. A torção de cordão espermático intravaginal é a forma mais comum, onde o testículo e o epidídimo giram dentro da túnica vaginal. A apresentação clínica típica inclui dor testicular aguda e intensa, de início súbito, frequentemente associada a náuseas, vômitos e dor abdominal. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar edemaciado, eritematoso, elevado e em posição horizontalizada. O reflexo cremastérico está classicamente ausente ou diminuído. O sinal de Prehn (alívio da dor com a elevação do testículo) é negativo na torção e positivo na orquiepididimite. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a ultrassonografia com Doppler pode auxiliar ao demonstrar a ausência de fluxo sanguíneo no testículo afetado. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível, idealmente dentro de 6 horas do início dos sintomas, para maximizar as chances de salvamento testicular. A orquidopexia bilateral é o procedimento padrão para fixar ambos os testículos e prevenir torções futuras.
Os sinais clássicos incluem dor testicular aguda e intensa, de início súbito, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo pode estar edemaciado, elevado, horizontalizado e o reflexo cremastérico geralmente está ausente ou reduzido.
O reflexo cremastérico é um marcador importante. Sua ausência ou redução significativa no lado afetado é um forte indicativo de torção testicular, embora sua presença não a exclua completamente, especialmente em torções incompletas.
O tratamento inicial é a detorção manual, que pode ser tentada no pronto-socorro, mas o tratamento definitivo é sempre cirúrgico (orquidopexia) para detorcer o testículo e fixá-lo, juntamente com o contralateral, para prevenir recorrências.
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