HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Menino, de 12 anos de idade, foi trazido à unidade de emergência por sua mãe, após iniciar quadro de dor testicular súbita, de grande intensidade e à esquerda, há algumas horas. Também relatou náuseas e vômitos associados a este quadro. Nega trauma local. Ao exame, o paciente mantém uma posição antálgica, com edema escrotal e dor à palpação de testículo esquerdo, além de perda do reflexo cremastérico ipsilateral. Qual é a conduta que deve ser recomendada neste caso?
Dor testicular súbita e intensa em jovem + ausência de reflexo cremastérico = Torção testicular até que se prove o contrário → Exploração cirúrgica imediata.
A torção testicular é uma emergência urológica. A suspeita clínica alta, baseada em dor súbita e exame físico (testículo elevado, horizontalizado, reflexo cremastérico ausente), justifica a exploração cirúrgica imediata sem exames de imagem, que podem atrasar o tratamento e comprometer a viabilidade testicular.
A torção testicular é uma emergência urológica que ocorre quando o cordão espermático, que fornece sangue ao testículo, se torce. Isso corta o suprimento sanguíneo, causando dor súbita e intensa, edema e, se não tratada rapidamente, pode levar à necrose e perda do testículo. É mais comum em adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade. O diagnóstico é primariamente clínico. A apresentação clássica inclui dor escrotal aguda e unilateral de forte intensidade, de início súbito, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos. O exame físico é crucial e pode revelar um testículo edemaciado, doloroso, elevado e horizontalizado. A ausência do reflexo cremastérico no lado afetado é um dos sinais mais sensíveis, com alto valor preditivo negativo. Devido à urgência da condição, a conduta padrão diante de uma alta suspeita clínica é a exploração cirúrgica imediata. Atrasar o procedimento para realizar exames de imagem, como a ultrassonografia com Doppler, pode comprometer a viabilidade do órgão. O tratamento cirúrgico consiste na distorção manual do testículo e na orquidopexia (fixação) bilateral para prevenir futuros episódios, tanto no testículo afetado (se viável) quanto no contralateral.
O quadro clássico é dor testicular de início súbito e forte intensidade, frequentemente associada a náuseas e vômitos. Ao exame, o testículo pode estar edemaciado, elevado, horizontalizado (sinal de Angel) e com o reflexo cremastérico ausente no lado afetado.
A viabilidade testicular diminui drasticamente com o tempo. As taxas de salvamento são superiores a 90% se a cirurgia ocorrer em até 6 horas do início dos sintomas, caindo para menos de 10% após 24 horas. O lema é 'tempo é testículo'.
A epididimite geralmente tem início mais gradual, pode ter sintomas urinários associados (disúria) e febre. O reflexo cremastérico costuma estar presente e a elevação do escroto pode aliviar a dor (sinal de Prehn positivo), ao contrário da torção, onde a dor piora (Prehn negativo).
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