Torção Testicular: O Papel do Sinal de Prehn no Diagnóstico

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, 21 anos, admitido com dor aguda em bolsa testicular direita de início há duas horas. Nega trauma no local, nega disúria, polaciúria ou nictúria. Nega alteração na cor, odor e aspecto da urina. Previamente hígido, vida sexual ativa, várias parceiras, sem uso de preservativo. Exame físico: com dor, afebril. Testículos tópicos, direito mais alto que esquerdo, e com hiperemia e dor em escroto à direita. Qual medida de propedêutica ou semiotécnica poderia contribuir para o diagnóstico nesse caso?

Alternativas

  1. A) Sinal de Chutro.
  2. B) Sinal de Giordano.
  3. C) Sinal de Prehn.
  4. D) Sinal de Murphy.

Pérola Clínica

Dor escrotal aguda + testículo alto + ausência de alívio com elevação (Prehn negativo) → Torção testicular.

Resumo-Chave

O caso descreve um quadro clássico de torção testicular: dor aguda, testículo mais alto e hiperemia. O Sinal de Prehn é uma manobra semiotécnica que auxilia no diagnóstico diferencial entre torção testicular (onde a elevação do testículo não alivia a dor, ou até a piora – Prehn negativo) e epididimite (onde a elevação do testículo alivia a dor – Prehn positivo). Sua avaliação é crucial na emergência.

Contexto Educacional

A dor escrotal aguda é uma queixa comum na emergência e exige uma avaliação rápida e precisa para diferenciar condições que requerem intervenção imediata, como a torção testicular, de outras menos urgentes, como a epididimite. A torção testicular é uma emergência urológica que ocorre quando o testículo gira sobre seu próprio eixo, comprometendo o fluxo sanguíneo e podendo levar à isquemia e necrose se não tratada prontamente. O quadro clínico típico de torção testicular inclui dor súbita e intensa, testículo elevado e horizontalizado, e ausência do reflexo cremastérico. O Sinal de Prehn é uma manobra semiotécnica crucial: se a elevação do testículo alivia a dor, sugere epididimite (Prehn positivo); se não há alívio ou a dor piora, sugere torção (Prehn negativo). Embora a ultrassonografia com Doppler seja o padrão-ouro para confirmar o diagnóstico, o exame físico e os sinais semiotécnicos são vitais para a suspeita inicial. Para residentes, é imperativo reconhecer os sinais de alerta da torção testicular e realizar um exame físico completo, incluindo o Sinal de Prehn. A agilidade no diagnóstico e na conduta cirúrgica é determinante para a preservação do testículo, pois o tempo é um fator crítico no prognóstico dessa condição.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas clássicos da torção testicular?

A torção testicular manifesta-se com dor escrotal aguda e intensa, de início súbito, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar mais elevado, horizontalizado, edemaciado e extremamente doloroso à palpação, com ausência do reflexo cremastérico.

Como o Sinal de Prehn auxilia no diagnóstico diferencial da dor escrotal aguda?

O Sinal de Prehn é positivo quando a elevação manual do testículo afetado alivia a dor, o que é sugestivo de epididimite. Em contraste, na torção testicular, a elevação do testículo não alivia a dor ou pode até piorá-la (Sinal de Prehn negativo). Embora não seja 100% sensível ou específico, é uma ferramenta útil no exame físico.

Qual a importância do tempo no manejo da torção testicular?

A torção testicular é uma emergência urológica. A viabilidade testicular diminui drasticamente com o tempo de isquemia. A detorção cirúrgica deve ser realizada idealmente dentro de 4-6 horas do início da dor para maximizar a chance de salvar o testículo. Atrasos podem levar à necrose e necessidade de orquiectomia.

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