UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Paciente de 15 anos dá entrada na emergência apresentando quadro de dor testicular intensa a direita de início súbito há 2 horas, associada assimetria escrotal com aumento do volume a direita. Devida suspeita de escroto agudo, para adequado diagnóstico e manejo desse paciente, deve-se solicitar qual exame para diagnóstico?
Dor testicular súbita + assimetria escrotal = suspeita de torção testicular; USG com Doppler é o exame de escolha.
A dor testicular súbita e intensa em um adolescente, com assimetria escrotal, é altamente sugestiva de torção testicular, uma emergência urológica que exige diagnóstico e intervenção rápidos para preservar a viabilidade do testículo. A ultrassonografia de bolsa testicular com Doppler é o exame padrão-ouro, pois permite avaliar o fluxo sanguíneo testicular e diferenciar a torção de outras causas de escroto agudo.
O escroto agudo é uma síndrome caracterizada por dor testicular súbita, inchaço e eritema escrotal, sendo uma das emergências urológicas mais importantes na pediatria e adolescência. A torção testicular é a causa mais grave e exige reconhecimento e intervenção imediatos para preservar a função testicular. A incidência é maior em neonatos e adolescentes, mas pode ocorrer em qualquer idade. A diferenciação de outras causas, como epididimite ou torção de apêndice testicular, é crucial. A torção testicular ocorre quando o cordão espermático se torce, comprometendo o fluxo sanguíneo para o testículo. A dor é tipicamente súbita, intensa e unilateral, podendo irradiar para o abdome inferior. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado e horizontalizado, e o reflexo cremastérico geralmente está ausente. A ultrassonografia de bolsa testicular com Doppler é o exame diagnóstico de escolha, pois permite avaliar a perfusão sanguínea do testículo e diferenciar a torção de outras condições, como a epididimite, onde o fluxo sanguíneo estaria aumentado. O manejo da torção testicular é uma emergência cirúrgica. O tempo é um fator determinante para a viabilidade testicular: quanto mais rápido a detorção for realizada, maiores as chances de salvamento. Idealmente, a cirurgia deve ocorrer dentro de 4 a 6 horas do início dos sintomas. A exploração cirúrgica escrotal é o tratamento definitivo, permitindo a detorção e fixação do testículo afetado (orquidopexia), além da fixação do testículo contralateral para prevenir torções futuras. Residentes devem ter alta suspeição e agilidade no manejo desses casos.
Os sinais e sintomas incluem dor testicular súbita e intensa, geralmente unilateral, associada a inchaço, eritema escrotal, elevação do testículo afetado e, por vezes, náuseas e vômitos. O reflexo cremastérico pode estar ausente.
A ultrassonografia com Doppler é o exame de imagem de escolha, pois permite visualizar a anatomia testicular e, crucialmente, avaliar o fluxo sanguíneo. A ausência ou redução significativa do fluxo no testículo afetado é altamente sugestiva de torção.
O tempo é um fator crítico na torção testicular. A viabilidade do testículo diminui drasticamente após 6 horas de isquemia. O diagnóstico rápido e a detorção cirúrgica em até 4-6 horas são essenciais para maximizar as chances de salvamento testicular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo