CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Paciente do sexo masculino, 12 anos de idade, dá entrada no pronto socorro queixando dor escrotal aguda, intensa, de início súbito, há cerca de 4 horas. Nega trauma, sintomas urinários e febre. Ao exame físico, observa-se testículo esquerdo elevado, bastante doloroso à palpação e a dor não melhora após elevação manual do mesmo. Sobre o caso acima, assinale a alternativa INCORRETA:
Dor escrotal aguda + Prehn negativo + testículo elevado = Torção testicular até prova em contrário.
A dor escrotal aguda em adolescentes é uma emergência urológica que exige diferenciação rápida entre torção testicular e orquiepididimite. A torção testicular é uma condição isquêmica que, se não tratada cirurgicamente em poucas horas, pode levar à perda do testículo. O sinal de Prehn negativo e a elevação do testículo são achados clínicos sugestivos de torção.
A dor escrotal aguda é uma emergência urológica comum em crianças e adolescentes, sendo a torção testicular a condição mais temida devido ao risco de perda do órgão. A torção ocorre quando o testículo gira em seu eixo, comprometendo o fluxo sanguíneo através do cordão espermático. A incidência é maior na puberdade, mas pode ocorrer em qualquer idade. A apresentação clássica inclui dor súbita e intensa, sem trauma prévio, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. A diferenciação rápida de outras causas, como orquiepididimite, é crucial. No exame físico, a torção testicular é sugerida por um testículo elevado, horizontalizado e extremamente doloroso à palpação. O sinal de Prehn, que é a melhora da dor com a elevação do testículo, é classicamente positivo na orquiepididimite e negativo na torção. No entanto, a ausência de melhora da dor (Prehn negativo) é um achado mais confiável para torção. A ultrassonografia com Doppler é o exame complementar de escolha, demonstrando a ausência ou redução do fluxo sanguíneo no testículo afetado na torção, e aumento do fluxo na orquiepididimite. O tratamento da torção testicular é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível. A exploração cirúrgica imediata permite a destorção do testículo e a orquidopexia (fixação) para prevenir recorrências. A orquidopexia contralateral também é recomendada para evitar torção no testículo remanescente, que possui risco aumentado. O tempo é um fator crítico; a taxa de salvamento testicular diminui significativamente após 4-6 horas de isquemia, tornando a suspeita clínica e a intervenção precoce determinantes para o prognóstico.
A torção testicular manifesta-se com dor escrotal aguda de início súbito e intensa, geralmente unilateral, com testículo elevado e horizontalizado, e ausência de melhora da dor com elevação manual (sinal de Prehn negativo).
A ultrassonografia com Doppler é o exame de imagem de escolha, pois permite avaliar o fluxo sanguíneo testicular, confirmando a ausência de fluxo na torção e o aumento na orquiepididimite, sendo crucial para o diagnóstico diferencial.
A torção testicular é uma emergência devido ao risco de isquemia e necrose testicular. A viabilidade do testículo diminui drasticamente após 4-6 horas de isquemia, exigindo exploração cirúrgica imediata para destorção e fixação.
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