Torção Testicular: Diagnóstico e Manejo de Urgência

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um menino de 12 anos, hígido, queixa-se de dor de forte intensidade, de início abrupto, no testículo direito, acompanhada de náuseas e vômitos, há 5 horas. Estava no sítio com a família. Foi levado ao pronto-socorro da cidade, onde foi descrito que estava em bom estado geral, com dor intensa à palpação do testículo direito, que apresentava edema acentuado. O testículo direito estava horizontalizado, em posição elevada. Foi notada também a ausência do reflexo cremastérico. O médico plantonista sabe que não tem disponibilidade de métodos de imagem no hospital, que, no entanto, tem centro cirúrgico equipado para procedimentos de pequeno e médio porte. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável e melhor conduta, além de analgesia:

Alternativas

  1. A) Torção testicular – encaminhamento para centro de referência da região, para confirmação diagnóstica e conduta pertinente.
  2. B) Torção testicular – exploração cirúrgica imediata.
  3. C) Orquiepididimite viral – analgesia, anti-inflamatório, repouso e cuidados locais.
  4. D) Orquiepididimite bacteriana – antibioticoterapia, analgesia, anti-inflamatório, repouso e cuidados locais.
  5. E) Orquiepididimite a esclarecer – encaminhamento para centro de referência da região, para confirmação diagnóstica e conduta apropriada.

Pérola Clínica

Dor testicular aguda + reflexo cremastérico ausente + testículo elevado/horizontalizado → Torção testicular = Exploração cirúrgica imediata.

Resumo-Chave

A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. A apresentação clínica clássica, como dor súbita e ausência do reflexo cremastérico, é suficiente para o diagnóstico e a conduta, mesmo sem exames de imagem.

Contexto Educacional

A torção testicular é uma emergência urológica pediátrica e de adolescentes, caracterizada pela rotação do testículo e funículo espermático, levando à isquemia. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 4.000 homens < 25 anos, sendo crucial o reconhecimento precoce para preservar a função testicular. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado em dor escrotal aguda de forte intensidade, náuseas, vômitos, e achados ao exame físico como testículo elevado, horizontalizado e ausência do reflexo cremastérico. A ultrassonografia Doppler pode confirmar, mas não deve atrasar a conduta em casos de alta suspeita clínica. O tratamento é a exploração cirúrgica imediata para destorção e orquidopexia bilateral. O tempo é crítico; a viabilidade testicular diminui drasticamente após 4-6 horas de isquemia. O prognóstico depende diretamente da rapidez da intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clássicos da torção testicular?

Os sinais clássicos incluem dor testicular súbita e intensa, náuseas, vômitos, edema escrotal, testículo elevado e horizontalizado, e ausência do reflexo cremastérico.

Por que a torção testicular é uma emergência cirúrgica?

A torção testicular é uma emergência cirúrgica devido ao risco de isquemia e necrose do testículo, que pode ocorrer em poucas horas se o fluxo sanguíneo não for restabelecido rapidamente.

Como diferenciar torção testicular de orquiepididimite?

A torção testicular geralmente tem início súbito, dor intensa e ausência do reflexo cremastérico, enquanto a orquiepididimite tem início mais gradual, dor menos intensa e reflexo cremastérico preservado.

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