IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025
Homem, de 22 anos de idade, procura pronto-socorro por dor em testículo esquerdo há quatro horas. Refere ter acordado devido à dor. Nega trauma, febre e corrimento uretral. Relata vida sexual ativa com parceira fixa e sem uso de preservativos. A foto da inspeção do exame físico está ilustrada a seguir: Considerando a principal hipótese diagnóstica para este paciente, qual é a conduta correta?
Dor testicular súbita + reflexo cremastérico ausente = Exploração cirúrgica imediata.
A torção testicular é uma emergência cirúrgica tempo-dependente. A conduta padrão é a exploração cirúrgica bilateral para fixação de ambos os testículos (orquidopexia).
A torção testicular é a causa mais grave de escroto agudo na adolescência. Ocorre a rotação do cordão espermático, levando à obstrução do fluxo venoso e, subsequentemente, arterial, resultando em isquemia e infarto hemorrágico do testículo. O diagnóstico é clínico. A exploração cirúrgica não deve ser retardada por exames de imagem se a suspeita for alta. Durante a cirurgia, se o testículo estiver viável após a detorsão e aquecimento, realiza-se a orquidopexia (fixação). Se estiver francamente necrótico, a orquiectomia é indicada. A fixação do testículo contralateral é obrigatória devido ao risco de recorrência no lado oposto.
A torção testicular geralmente ocorre devido a uma anomalia anatômica chamada 'deformidade em badalo de sino', onde a túnica vaginal envolve o cordão espermático de forma anormal, permitindo a rotação. Como essa condição costuma ser bilateral, o testículo contralateral deve ser fixado preventivamente para evitar uma torção futura.
O prognóstico de viabilidade testicular é excelente se a detorsão ocorrer em até 6 horas do início dos sintomas. Após 12 horas, a taxa de salvamento cai drasticamente, e após 24 horas, a necrose testicular é quase certa, resultando em orquiectomia.
A torção tem início súbito, geralmente em adolescentes, com reflexo cremastérico ausente e sinal de Prehn negativo (elevação do testículo não alivia a dor). A orquiepididimite costuma ter início gradual, febre, sintomas urinários e reflexo cremastérico presente.
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