UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 16 anos, sexo masculino, apresenta quadro com dor testicular à direita de forte intensidade associado a vômitos, com início há quatro horas. Ao exame físico apresentava o testículo direito elevado com eritema leve em bolsa escrotal. Se confirmado o diagnóstico de torção testicular, qual é a melhor conduta terapêutica?
Dor testicular aguda + testículo elevado + vômitos = Torção testicular → Exploração cirúrgica urgente com orquidopexia bilateral.
A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata para preservar a viabilidade do testículo. A exploração escrotal deve ser realizada o mais rápido possível, e a fixação do testículo contralateral (orquidopexia) é essencial para prevenir torções futuras, dado o risco de recorrência no testículo não afetado.
A torção testicular é uma emergência urológica que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens, embora possa ocorrer em qualquer idade. Sua importância clínica reside no risco de perda testicular se o diagnóstico e tratamento não forem realizados rapidamente. A condição é causada pela rotação do testículo e do cordão espermático, levando à isquemia e necrose se não for corrigida. A fisiopatologia da torção testicular está frequentemente associada a uma anomalia congênita da túnica vaginal, que permite que o testículo se mova livremente dentro do escroto ('deformidade em sino de igreja'). O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história de dor testicular aguda e intensa, de início súbito, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e doloroso à palpação, com ausência do reflexo cremastérico. Embora a ultrassonografia Doppler possa auxiliar, o diagnóstico é clínico e a suspeita deve levar à exploração cirúrgica imediata. A conduta terapêutica para a torção testicular é a exploração escrotal cirúrgica de emergência. Durante a cirurgia, o testículo torcido é destorcido e fixado à parede escrotal (orquidopexia) para prevenir futuras torções. É imperativo realizar a orquidopexia bilateral, fixando também o testículo contralateral, devido à alta probabilidade de anomalia anatômica bilateral. O tempo é um fator crítico; a intervenção dentro de 4-6 horas oferece as melhores chances de salvamento testicular. Atrasos podem resultar em atrofia testicular ou necessidade de orquiectomia.
Os sintomas incluem dor testicular aguda e intensa, de início súbito, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado (sinal de Prehn negativo), horizontalizado e edemaciado, com ausência do reflexo cremastérico.
A fixação do testículo contralateral (orquidopexia) é crucial porque a torção testicular é frequentemente associada a uma anomalia anatômica bilateral, conhecida como 'deformidade em sino de igreja' (bell-clapper deformity). Fixar o testículo não afetado previne uma torção futura, que pode ocorrer em até 40% dos casos.
O tempo é crítico para a viabilidade testicular. A intervenção cirúrgica deve ocorrer idealmente dentro de 4-6 horas do início dos sintomas para maximizar as chances de salvamento do testículo. Após 12-24 horas, a taxa de salvamento diminui drasticamente.
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