Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
Um adolescente de 16 anos é levado à emergência com dor súbita e intensa no testículo direito. iniciada há cerca de 4 horas. O paciente também apresenta náuseas e vômitos. No exame físico, o testículo direito está elevado e há ausência do reflexo cremastérico do lado afetado. Qual é o diagnóstico mais provável, e qual exame complementar pode ser realizado para confirmar a suspeita?
Dor testicular súbita + reflexo cremastérico ausente + testículo elevado = Torção testicular → US Doppler urgente.
A torção testicular é uma emergência urológica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para preservar a viabilidade do testículo. A tríade clássica de dor súbita e intensa, testículo elevado e ausência do reflexo cremastérico é altamente sugestiva. A ultrassonografia com Doppler colorido é o exame de escolha para avaliar o fluxo sanguíneo e confirmar o diagnóstico.
A torção testicular é uma emergência urológica que ocorre quando o testículo gira em torno do seu próprio eixo, torcendo o cordão espermático e comprometendo o suprimento sanguíneo. É mais comum em adolescentes e neonatos, com um pico de incidência entre 12 e 18 anos. A condição exige reconhecimento e intervenção imediatos para evitar a necrose testicular e a perda do órgão, o que pode ter sérias implicações na fertilidade futura do paciente. O diagnóstico da torção testicular é primariamente clínico. A história de dor súbita e intensa no testículo, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos, é um alerta. No exame físico, a ausência do reflexo cremastérico (contração do músculo cremaster ao toque na face interna da coxa), o testículo elevado e horizontalizado (sinal de Prehn negativo) são achados altamente sugestivos. Embora o diagnóstico seja clínico, a ultrassonografia com Doppler colorido é o exame complementar de escolha, pois permite visualizar a ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo no testículo afetado, diferenciando-o de outras condições como a epididimite. O tratamento da torção testicular é cirúrgico e consiste na destorção manual ou cirúrgica do testículo e na fixação (orquidopexia) de ambos os testículos para prevenir recorrências. O prognóstico está diretamente relacionado ao tempo de isquemia; quanto mais rápido o tratamento, maiores as chances de salvamento testicular. A janela de tempo ideal para a intervenção é de até 6 horas após o início dos sintomas. A educação sobre os sinais de alerta e a importância da procura médica imediata são fundamentais para a preservação da saúde reprodutiva masculina.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor testicular súbita e intensa, geralmente unilateral, irradiando para a região inguinal, acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar elevado, horizontalizado e o reflexo cremastérico estará ausente.
A ultrassonografia com Doppler colorido permite avaliar o fluxo sanguíneo nos vasos testiculares. Na torção, há uma redução ou ausência de fluxo sanguíneo no testículo afetado, confirmando a isquemia e o diagnóstico, além de ajudar a diferenciar de outras causas de dor escrotal.
O tempo é crítico na torção testicular. A viabilidade do testículo diminui drasticamente após 6 horas de isquemia. O tratamento cirúrgico (destorção e orquidopexia) deve ser realizado o mais rápido possível para maximizar as chances de salvamento testicular e preservar a fertilidade.
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