HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Adolescente, 14 anos e 2 meses, sexo masculino. Refere dor súbita no testículo direito, há 36 horas, contudo não informou aos pais. Após 24 horas, devido à persistência da dor, informou à mãe que, em seguida, procurou assistência médica em serviço de pronto atendimento. Aproximadamente 36 horas após o início do quadro, foi admitido em um hospital. Apresentava edema e hiperemia da bolsa escrotal e aumento do testículo direito. Diversos sinais e sintomas auxiliam no diagnostico diferencial entre torção testicular e orquiepididimite. O sinal caracterizado pela horizontalização do testículo e o alívio da dor com a elevação mecânica do órgão são, respectivamente:
Torção testicular → sinal de Angell (horizontalização), sinal de Prehn NEGATIVO (dor NÃO alivia com elevação).
O sinal de Angell (horizontalização do testículo) é sugestivo de torção testicular, enquanto o sinal de Prehn (alívio da dor com elevação do testículo) é positivo na orquiepididimite e negativo na torção. A história de dor súbita e o tempo de 36 horas são preocupantes para torção, uma emergência urológica.
A dor escrotal aguda em adolescentes é uma emergência urológica que exige rápida diferenciação entre torção testicular e orquiepididimite, pois a torção pode levar à perda do testículo se não tratada precocemente. A torção testicular é mais comum em adolescentes e neonatos, enquanto a orquiepididimite é mais frequente em adultos jovens sexualmente ativos. O diagnóstico diferencial é crucial e baseia-se na história clínica, exame físico e, se necessário, ultrassonografia Doppler. Na torção, a dor é súbita, intensa, e pode haver náuseas/vômitos. No exame, o testículo pode estar elevado, horizontalizado (sinal de Angell), e o reflexo cremastérico geralmente está ausente. O sinal de Prehn é negativo. Na orquiepididimite, a dor é mais gradual, pode haver febre e disúria, o testículo está edemaciado e doloroso, o reflexo cremastérico está presente, e o sinal de Prehn é positivo. O tratamento da torção testicular é cirúrgico (detorção e orquidopexia bilateral) e deve ser realizado o mais rápido possível, idealmente dentro de 6 horas do início dos sintomas para preservar a viabilidade testicular. A orquiepididimite é tratada com antibióticos, analgésicos e repouso. A demora no diagnóstico e tratamento da torção testicular é a principal causa de orquiectomia.
O sinal de Angell, que é a horizontalização do testículo afetado, é um achado clínico sugestivo de torção testicular, indicando a rotação do cordão espermático e a posição anormal do testículo.
O sinal de Prehn é positivo na orquiepididimite (alívio da dor com a elevação do testículo) e negativo na torção testicular (a dor não alivia ou piora com a elevação), sendo um importante indicador clínico.
A viabilidade testicular diminui drasticamente após 6 horas de torção. Após 12 horas, a taxa de salvamento é de cerca de 20-50%, e após 24 horas, é mínima, tornando a torção uma emergência urológica que exige intervenção imediata.
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