FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2020
Menino de 13 anos procura serviço de emergência com queixa de dor intensa no testículo direito, de início abrupto há doze horas, acompanhado de náuseas e vômitos. Ele nega traumatismo e relata ter feito uso de analgésico sem melhora da dor. Ao exame físico apresenta temperatura de 38ºC, edema e enduração do testículo direito com reflexo cremastérico ausente à direita. Diante do caso acima, todas afirmações estão corretas, exceto:
Dor testicular aguda + reflexo cremastérico ausente em adolescente → Torção testicular (emergência cirúrgica).
A torção testicular é uma emergência urológica que requer intervenção cirúrgica imediata. O tempo é crucial para a preservação do testículo, com dano irreversível iniciando em poucas horas. A ultrassonografia com Doppler é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, mas não deve atrasar a exploração cirúrgica em casos de alta suspeita clínica.
A torção testicular é uma emergência urológica que ocorre quando o cordão espermático se torce, comprometendo o suprimento sanguíneo do testículo. É mais comum em adolescentes (12-18 anos), mas pode afetar neonatos e homens adultos, sendo crucial para residentes e estudantes de medicina o reconhecimento rápido devido ao risco de perda testicular. A incidência é de aproximadamente 1 em 4.000 homens com menos de 25 anos, e o diagnóstico precoce é vital para o prognóstico. A fisiopatologia envolve a rotação do testículo e do epidídimo dentro da túnica vaginal, levando à isquemia. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na dor súbita e intensa, náuseas, vômitos e, classicamente, a ausência do reflexo cremastérico. Embora a ultrassonografia com Doppler seja útil para confirmar a redução do fluxo sanguíneo, a suspeita clínica elevada exige exploração cirúrgica imediata, sem atrasos desnecessários. O tratamento é cirúrgico, com destorção manual inicial (se possível) seguida de orquidopexia bilateral para fixar ambos os testículos e prevenir recorrências. O prognóstico depende diretamente do tempo entre o início dos sintomas e a cirurgia; quanto mais rápido, maior a chance de salvamento testicular. A taxa de salvamento cai drasticamente após 6-8 horas de isquemia, tornando a torção testicular a causa mais urgente de escroto agudo.
Os sinais clássicos incluem dor testicular súbita e intensa, geralmente unilateral, acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, o testículo afetado pode estar edemaciado, endurecido e elevado, com o reflexo cremastérico tipicamente ausente.
O tempo é o fator mais crítico. O dano isquêmico irreversível ao testículo pode começar em 4 horas, e a viabilidade é significativamente reduzida após 6-8 horas. A exploração cirúrgica deve ser realizada o mais rápido possível para maximizar as chances de salvamento testicular.
A ultrassonografia com Doppler colorido é o exame de imagem de escolha, pois pode demonstrar a ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo no testículo afetado. No entanto, em casos de alta suspeita clínica, a exploração cirúrgica não deve ser atrasada aguardando o exame.
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