Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2022
Mulher jovem na menacme com dores pélvicas abdominais de instalação súbita. Refere ciclos menstruais regulares, sem uso de contraceptivos. Antecedente de massa cística de 6 cm de diâmetro em acompanhamento clínico há 6 meses, sem uso de medicação por ser assintomática. Assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável para o caso.
Dor pélvica súbita + massa anexial > 5 cm = Torção de pedículo anexial até prova em contrário.
A torção de pedículo anexial deve ser a principal suspeita em mulheres jovens com dor pélvica súbita e massa anexial pré-existente, especialmente se > 5 cm. É uma emergência ginecológica que requer intervenção cirúrgica rápida para preservar o ovário.
A torção de pedículo anexial é uma emergência ginecológica que requer diagnóstico e intervenção rápidos para preservar a função ovariana. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva e está frequentemente associada à presença de massas ovarianas, como cistos ou tumores, que aumentam o risco de rotação do ovário e tuba uterina em torno de seu pedículo vascular. A fisiopatologia envolve a rotação do ovário e da tuba, levando à compressão dos vasos sanguíneos, inicialmente das veias e linfáticos, causando edema e congestão, e posteriormente das artérias, resultando em isquemia e necrose. A dor pélvica súbita e intensa é o sintoma cardinal, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos. O diagnóstico é clínico e confirmado por ultrassonografia com Doppler, que pode mostrar ausência de fluxo. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível, preferencialmente por laparoscopia, para destorcer o anexo e avaliar sua viabilidade. A ooforopexia pode ser considerada para prevenir recorrências. O prognóstico depende do tempo de isquemia; quanto mais precoce a intervenção, maior a chance de salvar o ovário.
Os sintomas incluem dor pélvica súbita e intensa, geralmente unilateral, que pode ser intermitente, acompanhada de náuseas, vômitos e, ocasionalmente, febre baixa. A dor pode irradiar para a coxa ou região lombar.
O diagnóstico é principalmente clínico, baseado na história e exame físico. A ultrassonografia transvaginal com Doppler é o exame de imagem de escolha, podendo mostrar ovário aumentado, edema e ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo. A laparoscopia é diagnóstica e terapêutica.
A conduta inicial é estabilização da paciente e analgesia. Uma vez suspeitada, a torção anexial é uma emergência cirúrgica. A laparoscopia exploratória é o tratamento de escolha para destorcer o anexo e avaliar sua viabilidade.
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