INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma mulher de 20 anos de idade, nuligesta, foi encaminhada para o pronto atendimento de um hospital universitário, com quadro de dor pélvica intermitente fazia uma semana. Havia 1 dia, a dor tornou-se mais intensa e constante. No exame físico, a paciente encontrava-se em bom estado geral, afebril, com pressão arterial de 110 × 70 mmHg, apresentando dor acentuada à palpação em fossa ilíaca direita. Os resultados do hemograma e do exame de urina foram normais e do teste de gravidez foi negativo. A ultrassonografia transvaginal mostrou uma imagem anecoica de 10 cm de diâmetro em ovário direito, com septação interna e sem fluxo ao doppler.O quadro clínico apresentado é característico de
Dor pélvica aguda + massa anexial + ausência de fluxo ao Doppler → Torção de ovário, emergência cirúrgica.
A torção de ovário é uma emergência ginecológica caracterizada por dor pélvica aguda e súbita, frequentemente associada a uma massa ovariana preexistente. A ausência de fluxo sanguíneo ao Doppler na ultrassonografia é um achado chave, indicando isquemia.
A torção de ovário é uma emergência ginecológica que exige diagnóstico e intervenção rápidos para preservar a viabilidade do ovário. É mais comum em mulheres em idade reprodutiva, especialmente na presença de massas ovarianas (cistos funcionais, teratomas, cistoadenomas), que aumentam o risco de rotação do ovário em seu pedículo vascular. O quadro clínico típico é de dor pélvica unilateral, aguda e de início súbito, que pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. A dor pode ser intermitente se a torção for parcial ou se houver destorção espontânea. Ao exame físico, pode haver dor à palpação em fossa ilíaca. Exames laboratoriais como hemograma e teste de gravidez são importantes para excluir outras causas de dor pélvica aguda, como apendicite ou gravidez ectópica. A ultrassonografia transvaginal com Doppler é fundamental para o diagnóstico. Achados incluem ovário aumentado de volume, presença de uma massa anexial (como um cisto anecoico com septação interna, como no caso), e, o mais importante, a ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo ao Doppler no ovário afetado, que indica isquemia. A ausência de fluxo é um sinal de alerta crítico. O tratamento é cirúrgico, preferencialmente por laparoscopia, para destorcer o ovário e, se possível, fixá-lo para prevenir recidivas.
Os sintomas clássicos incluem dor pélvica unilateral aguda e súbita, que pode ser intermitente no início e tornar-se constante e intensa. Náuseas e vômitos são comuns, e pode haver febre baixa em casos de necrose.
A ultrassonografia transvaginal com Doppler é o exame de imagem de escolha. Ela pode mostrar um ovário aumentado, edemaciado, com massa anexial (cisto), e, crucialmente, a ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo arterial e/ou venoso no ovário afetado, indicando isquemia.
A conduta inicial é estabilizar a paciente e aliviar a dor. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente por laparoscopia, para destorcer o ovário. A ooforrectomia é reservada para casos de necrose irreversível ou inviabilidade do ovário.
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