Torção de Cisto Anexial: Diagnóstico e Manejo Urgente

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

Nulípara, 25 anos, com dor abdominal intensa e súbita. Em uso de preservativo como método anticoncepcional. Nega atraso menstrual. Exame físico: palidez cutânea, PA= 110 x 70 mmHg, FC = 80 bpm, abdome doloroso à palpação profunda, sem dor à descompressão brusca. Exame especular: colo epitelizado, pH vaginal = 4,0 e teste de Whiff (hidróxido de potássio) negativo. Toque vaginal: colo cartilaginoso, não doloroso à mobilização; útero de tamanho, forma e consistência normais; anexo direito aumentado de tamanho, com aproximadamente 5cm. Ultrassonografia: imagem complexa sólido cística anexial D de aproximadamente 5cm de diâmetro. Pequena quantidade de líquido livre em fundo de saco vaginal. A hipótese diagnóstica mais provável é

Alternativas

  1. A) torção de cisto anexial.
  2. B) prenhez ectópica rota.
  3. C) cistoadenocarcinima de ovário.
  4. D) tumor tubário.
  5. E) doença inflamatória pélvica.

Pérola Clínica

Dor abdominal súbita + massa anexial + líquido livre + USG complexa = Torção anexial até prova em contrário.

Resumo-Chave

A torção de cisto anexial é uma emergência ginecológica que causa dor abdominal súbita e intensa. A presença de massa anexial complexa e líquido livre na ultrassonografia, mesmo sem sinais de peritonite franca, reforça a suspeita e exige intervenção rápida para preservar o ovário.

Contexto Educacional

A torção de cisto anexial é uma emergência ginecológica que requer diagnóstico e tratamento rápidos para preservar a função ovariana. Embora rara, é uma causa importante de dor abdominal aguda em mulheres em idade reprodutiva, com maior incidência em pacientes com cistos ovarianos preexistentes. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com dor súbita e intensa, náuseas e vômitos. A fisiopatologia envolve a rotação do ovário e/ou trompa de Falópio em torno de seu pedículo vascular, levando à isquemia e necrose. O diagnóstico é primariamente clínico e ultrassonográfico. A ultrassonografia transvaginal pode mostrar um ovário aumentado, cisto anexial, líquido livre e, por vezes, o sinal do 'redemoinho' no pedículo vascular. A ausência de fluxo Doppler no ovário é um achado sugestivo, mas sua presença não exclui o diagnóstico. O tratamento é cirúrgico, geralmente por laparoscopia, com destorção do ovário e, se viável, cistectomia ou ooforopexia para prevenir recorrência. A salpingooforectomia é reservada para casos de necrose irreversível. O prognóstico é bom se o diagnóstico for precoce, mas atrasos podem levar à perda do ovário.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da torção de cisto anexial?

A torção de cisto anexial tipicamente se manifesta com dor abdominal pélvica súbita e intensa, frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. Pode haver uma massa palpável ao exame físico e sinais de irritação peritoneal leve.

Qual o papel da ultrassonografia no diagnóstico da torção anexial?

A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de escolha, podendo revelar ovário aumentado, cisto anexial, líquido livre no fundo de saco e, crucialmente, ausência ou diminuição do fluxo sanguíneo no ovário afetado ao Doppler.

Como diferenciar torção anexial de outras causas de dor pélvica aguda?

A torção anexial deve ser diferenciada de prenhez ectópica rota (afastada por beta-hCG negativo), apendicite aguda, doença inflamatória pélvica e ruptura de cisto ovariano. A história clínica, exame físico e ultrassonografia são fundamentais para o diagnóstico diferencial.

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